Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17

Problema ameaça principalmente populações vulneráveis

RAFAEL CARDOSO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

A seca deixou de ser um problema apenas das regiões áridas do planeta e passou a atingir lugares antes considerados menos vulneráveis. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) a frequência e duração das secas aumentaram quase 30% desse 2000.

“A questão já não é reconhecer a seca como um risco global, mas agir cedo o suficiente para evitar que seus impactos se espalhem pelas comunidades, economias e fronteiras”, afirma Fouad em entrevista à Agência Brasil.

As projeções são de que, até 2050, três em cada quatro pessoas no mundo poderão ser afetadas, enquanto a demanda global por água deve superar a oferta em até 40% até 2030.

No Brasil, todas as cinco regiões tiveram registros de seca, com diferentes intensidades, em julho de 2026. Pelo menos 157 municípios foram classificados em situação de “seca severa”, o que significa que sofreram queda acentuada de umidade no solo e estresse hídrico na vegetação, com perdas na agricultura.

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Walter Santos

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