A antiga Fábrica Tacaruna, no Recife, está passando por uma obra de requalificação para transformar o edifício histórico em um novo centro de formação para profissionais da educação de Pernambuco. Com investimento de R$ 87,7 milhões, a intervenção possui um prazo de conclusão de 18 meses e previsão de conclusão das obras para setembro de 2027.
O espaço vai abrigar o Centro de Formação dos Profissionais da Educação de Pernambuco (Ceforpe), voltado à capacitação e ao desenvolvimento contínuo de professores e gestores da rede estadual de ensino.
A intervenção prevê a recuperação da estrutura física do imóvel, com preservação das características históricas e adequação do espaço ao novo uso educacional. A antiga fábrica é tombada pelo Conselho Estadual de Cultura e fica na área de vizinhança do Sítio Histórico de Olinda.
“A obra, conduzida pela Cehab, prevê a preservação da identidade do equipamento, com recuperação e novas instalações”, destaca o diretor-presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Paulo Lira.
Atualmente, as equipes trabalham na execução das fundações do prédio principal, restauração da fachada, demolição de estruturas comprometidas, escavações e implantação da infraestrutura das áreas técnicas.
O projeto também inclui guaritas, depósitos de resíduos, estacionamento e estruturas como subestação elétrica, grupo gerador, estação de tratamento de esgoto e sistema de climatização.
História da Fábrica
Inaugurada em 1895, a fábrica chamava-se, inicialmente, Usina Beltrão e foi a primeira refinaria de açúcar da América do Sul. O empreendimento também foi a primeira construção em concreto armado do Brasil, além de ser considerada a mais moderna usina da época, pois contava com instalação de energia elétrica, instalação de água canalizada para a operação das máquinas e outras inovações.
Só em 1924 foi oficialmente nomeada Tacaruna, como indústria têxtil, pela Companhia Manufatora de Tecidos do Nordeste. Em 1944, o espaço foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico, pelo Governo do Estado e, em 1966 foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação.

