Metade das classes D e E cresceu sem conviver com o pai, diz pesquisa

Instituto Locomotiva aponta apoio à divisão das tarefas e alerta para a sobrecarga feminina

Paulo Emílio

247 – A ausência da figura paterna marcou a infância e a adolescência de metade dos brasileiros das classes D e E, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. Ao mesmo tempo, o levantamento identifica uma mudança significativa na percepção sobre a paternidade: a maioria considera que pais e mães devem compartilhar o cuidado, o afeto e a formação emocional dos filhos.

Segundo UOL, estudo mostra que, mesmo entre brasileiros que cresceram sem a presença constante do pai, existe o reconhecimento de que a participação paterna deveria ir além do sustento financeiro e incluir diálogo, acolhimento e envolvimento cotidiano.

“Muitos brasileiros cresceram sem uma presença paterna constante ou com pais mais associados ao sustento do que ao cuidado cotidiano”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

“Hoje, essas mesmas pessoas reconhecem que ser pai também deve envolver escuta, afeto, diálogo e participação. Essa demanda deveria abrir espaço para vínculos mais próximos, que muitos não viveram na própria infância e adolescência”, acrescenta.

Maioria defende afeto e cuidado compartilhados

Os números mostram que a defesa de uma divisão mais equilibrada das responsabilidades alcança diferentes dimensões da criação dos filhos.

Para 88% dos entrevistados, demonstrar carinho e afeto deveria ser responsabilidade tanto do pai quanto da mãe. Outros 87% consideram que ambos deveriam ter momentos de lazer e diversão com os filhos e saber quem são os amigos das crianças e dos adolescentes.

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Walter Santos

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