Negociações podem facilitar a retomada do fluxo de petróleo por uma das principais rotas energéticas do mundo; Teerã exige fim de ameaças, alívio de sanções e liberação de ativos iranianos
247 – Irã e Omã afirmam estar próximos de um entendimento que poderá facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, em uma negociação que pode ter consequências diretas para o mercado mundial de petróleo. O avanço, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições adicionais, especialmente por parte dos Estados Unidos.
Segundo a Reuters, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, indicou que Teerã exige contrapartidas de Washington para permitir a normalização do tráfego pelo estreito. Entre as condições iranianas estão o fim das ameaças norte-americanas, mudanças relacionadas às sanções e a liberação de ativos do país.
Omã, que participa das negociações e tradicionalmente desempenha papel diplomático em crises envolvendo o Irã, classificou as conversas como construtivas.
O governo omanense também condenou os ataques contra embarcações na região e defendeu que sejam evitadas iniciativas capazes de comprometer o progresso diplomático.
O entendimento é acompanhado com atenção internacional devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz para o transporte de petróleo e à pressão exercida pelo conflito sobre os preços internacionais de energia e a inflação.

