Levantamento do Dieese e da Conab, em junho, apontam que as cestas básica de alimentos entre as capitais nordestinas tiveram oscilações desiguais, sendo a capital paraibana a que obteve a maior queda. Depois de João Pessoa, os recuos mais fortes foram registrados no Recife, com queda de 3,62%, Maceió, com 3,61%, e Natal, com 3,48%.
Em João Pessoa, o custo médio passou de R$ 718,47 para R$ 689,95. No Recife, a cesta ficou em R$ 700,56 em junho. Em Maceió, foi de R$ 671,41. Já em Natal, a cesta básica chegou a R$ 686,07
Já a capital cearense, apesar de ter tido uma queda mensal de 0,32% em junho, acumulou a maior alta da cesta básica no primeiro semestre de 2026, com avanço de 21,48%, segundo o Dieese e a Conab. O custo médio na capital cearense ficou em R$ 822,43.
No cenário nacional, o custo da cesta aumentou em 17 capitais e caiu em outras 10 . As maiores altas mensais ocorreram em Boa Vista, Palmas, Rio Branco e Porto Alegre, enquanto São Paulo teve a cesta mais cara do país, com valor médio de R$ 965,47.
Feijão carioca é um dos vilões
O feijão continuou como um dos principais pontos de pressão sobre a cesta básica. A alta um movimento nacional. O preço médio do quilo do feijão aumentou em todas as capitais brasileiras em junho de 2026, com o feijão carioca registrando altas que variaram de 2,10%, em Belo Horizonte, a 18,92%, em Manaus. O relatório atribui o movimento à redução da área cultivada e a adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.
Além disso, o feijão carioca acumulou valorização de 85% a 90% nas cotações ao produtor até maio de 2026, enquanto os preços ao consumidor subiram 41,09% no período.

