Por José Natal
Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, para alguns aqui no Brasil, ele é um jornalista e influenciador digital brasileiro, alinhado à extrema direita, e neto do Ex-presidente João Batista Figueiredo.
A grande maioria o conhece apenas como Paulo Figueiredo, o taxa de ser um “carrega pasta” de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, às voltas com a Polícia Federal, e nas horas vagas também um assessor do candidato do Partido Liberal (PL), a Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Atuante em manifestações contra o Brasil, Figueiredo, com alguma frequência, dispara críticas e ofensas a vários segmentos do nosso País. A última delas extrapola os limites do bom senso, e ofende todo público feminino, despejando uma ironia rasteira sobre as mulheres.
Pela rede social, com escárnio e zombaria, afirma que as mulheres não sabem votar, são ignorantes politicamente. Para ele as solteiras ainda acertam algumas escolhas, as casadas só votam naqueles que os maridos indicam.
Em plena pré-campanha eleitoral, Figueiredo, seguindo o roteiro desastrado e mal conduzido pelo candidato Flávio, não poderia ter oferecido a ele “presente” mais destruidor do que essa “pérola” de machismo rancoroso, comportamento aliás não muito diferente de outros também próximos do candidato.
A mensagem do aliado bolsonarista, como se fosse uma peça encomendada, vem a público justo na época em que ainda estão frescas e ainda no cotidiano do eleitor, a declaração enfática da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, citando entre outras coisas ter sido desrespeitada por Flávio, e por ele ofendida.
Fato que, já do conhecimento público, gerou crise no partido, e em seguida a renúncia de Michelle à presidência do PL Mulher, até então dirigido por ela, com elogios pelo trabalho.
Há quem diga que, ainda por confirmar, a candidatura ao Senado também estaria sendo avaliada pela ex-primeira dama, que alega cansaço e preocupação com a família.
Ao contrário de outros candidatos, que também carregam a bandeira de confronto ao candidato Lula da Silva, do PT, Flávio acumula erros de estratégia, enfrenta dificuldades de alinhamento de discurso, se distancia de auxiliares da própria família tem agora inesperado “auxiliar” que mais o afasta do que o aproxima de parcela importante do eleitorado.
Os sinais de preocupação, e quase pânico, assolam a cúpula do PL, levando o Presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a inúmeras reuniões e anúncio de providências, todas elas pontuadas com elevado grau de insegurança, evidenciando que por detrás de tudo isso o que há é um amontoado de perguntas e dúvidas.
Enquanto Ronaldo Caiado se gaba de ter a seu lado Kassab, peso pesado, como seu vice, Flávio mal sabe ainda com quem poderá contar nessa esperada alavanca de candidatura, que nunca acontece.
Enquanto vizinhos se estruturam, o indicado de Jair se ilude com o esperado apoio americano, e se apoia em aliados que a ele negam fidelidade.
Fontes descrentes, e já cientes de que talvez tenham feito apostas erradas, já emitem sinais de extrema preocupação com o futuro.
Como se vivesse num mundo de faz de conta, Flávio “inova” se abraçando ao argentino Miley, como se ali estivesse um poço de sabedoria estrutural. Nada mais grotesco e bizarro, amadorismo à flor da pele. A turma do já ganhou cada vez aumenta mais.
José Natal
Jornalista

