O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), disse nesta terça (2/6) que as regras para o primeiro leilão do Brasil para contratação de armazenamento em baterias para o sistema elétrico serão publicadas nesta quarta-feira (3). A previsão é de realização do certame em dezembro deste ano.
“Chegou o momento que a presidenta Dilma tanto sonhou. Ela estava certa! Amanhã (3/6), vamos publicar a portaria com as diretrizes para o primeiro leilão de baterias do Brasil, que será realizado em dezembro deste ano”, anunciou Silveira nas redes sociais, em uma alusão à famosa frase de ex-presidenta sobre o desafio de “estocar vento”.
“É um momento histórico, que vai permitir armazenar a energia gerada pelo vento e pelo sol, exatamente como ela, de forma visionária, previu anos atrás”, completou.
Entenda
A indústria de baterias, assim como a de renováveis intermitentes, vem cobrando pela definição da regras em um movimento de pressão para que a concorrência ocorra ainda em 2026.
A introdução dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS) é vista como parte da solução para o crescimento da utilização de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, na medida em que garante potência por algumas horas independente das condições climáticas.
A medida também pode representar um avanço estratégico para o setor de energias renováveis no Nordeste, região que concentra grande parte da geração eólica do país e vem ampliando rapidamente sua capacidade solar. O armazenamento em baterias surge como uma alternativa para mitigar os efeitos dos recorrentes episódios de curtailment, quando usinas são obrigadas a reduzir ou interromper a geração por limitações da rede elétrica ou excesso momentâneo de oferta.
Com a possibilidade de armazenar a energia produzida e disponibilizá-la posteriormente ao sistema, os empreendimentos ganham eficiência, reduzem perdas e aumentam o aproveitamento da produção renovável da região.
Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), o sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 gigawatts (GW) de baterias até 2035.
“Vamos atrair investimentos, gerar empregos e renda, impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a inovação, além de fortalecer a sustentabilidade. Vamos avançar ainda mais na produção de energia limpa e renovável, garantindo o protagonismo do nosso país na transição energética”, disse o ministro.

