O Banco do Nordeste (BNB) financiou R$ 2,3 bilhões em projetos enquadrados na Nova Indústria Brasil (NIB) entre janeiro e abril de 2026. Os recursos foram destinados a iniciativas de infraestrutura sustentável, cadeias produtivas agroindustriais, transição energética, bioeconomia e saúde nos estados atendidos pela instituição.
A maior parte das contratações concentrou-se na Missão 3, que inclui infraestrutura, moradia e mobilidade sustentáveis, com R$ 1,12 bilhão. Em seguida, destacam-se a Missão 1, direcionada a cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, com R$ 704,8 milhões; a Missão 5, de descarbonização, transição energética e bioeconomia, com R$ 270,8 milhões; e a Missão 2 ligada ao complexo econômico-industrial da saúde, com R$ 213,3 milhões.
Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, os financiamentos estão alinhados às diretrizes da Nova Indústria Brasil, política federal voltada ao fortalecimento da produção, da inovação e da sustentabilidade.
Investimentos
Em Pernambuco, as contratações somaram mais de R$ 130 milhões no primeiro quadrimestre deste ano. Os valores foram distribuídos entre a Missão 1 (R$ 72 milhões), Missão 2 (R$ 10,4 milhões) e Missão 5 (R$ 48 milhões). Desde o lançamento do NIB, em 2023, o estado pernambucano já recebeu R$ 3,6 bilhões.
Entre os empreendimentos apoiados está a ampliação da Baterias Moura, em Belo Jardim. Inaugurada em 2025 com financiamento do BNB, a Unidade 14 adota práticas como reaproveitamento de ácido de baterias, captação e reuso de água da chuva e utilização de energia renovável. A empresa também informa reciclar integralmente o chumbo e o plástico das baterias que comercializa.
R$ 38 bilhões aplicados
Criada pelo governo federal, a Nova Indústria Brasil reúne metas para o período até 2033 em áreas como infraestrutura, agroindústria, saúde, bioeconomia e transição energética. Desde 2023, o Banco do Nordeste já financiou mais de R$ 38 bilhões em projetos enquadrados na política.
Do total contratado, R$ 15,6 bilhões foram destinados à Missão 3, R$ 14,4 bilhões à Missão 5, R$ 6,6 bilhões à Missão 1 e R$ 1,5 bilhão à Missão 2.

