Em resposta à designação dos EUA do PCC e CV como terroristas, CHINA invoca não interferência

Às vésperas da visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, à China, marcada para domingo (31), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, reiterou hoje (29) que Pequim “sempre defendeu a não interferência nos assuntos internos de outros países”.

Mao respondia a uma pergunta da Folha de S.Paulo sobre a decisão do governo estadunidense de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A porta-voz acrescentou que a China “notou os relatórios pertinentes”.

O anúncio veio dois dias após o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se reunir com o presidente Donald Trump na Casa Branca e um dia depois do encontro do parlamentar com o secretário de Estado, Marco Rubio.

O governo brasileiro se opôs à classificação. O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula (PT), Celso Amorim, afirmou, em evento na Rússia, que “equiparar o crime organizado ao terrorismo não ajuda” e que o combate deve ser feito “com a máxima energia e determinação”, mas de forma distinta do terrorismo.

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Walter Santos

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