Na China, onde cumpre agenda para atrair mais turistas chineses ao Brasil, Gustavo Feliciano reafirma importância das atividades turísticas, que geram riqueza, renda e emprego para os brasileiros
Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (27), o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que o turismo pode ser a “força motriz” para promover a inclusão social no país – uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Somos a sexta cadeia produtiva que mais emprega no Brasil, geramos mais de 2,7 milhões de postos de trabalho formais. Precisamos permanecer nesse crescimento”, afirmou.
O ministro está em Xangai cumprindo compromissos com investidores, operadores e empresários do setor para buscar parcerias que promovam o turismo brasileiro e atraiam mais turistas chineses ao Brasil.
Ele iniciou negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país asiático, para a abertura de rotas entre os dois países, e avançou nas tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo, para divulgar os destinos brasileiros.
“Os encontros foram importantes para promovermos ações com foco em trazermos o turista chinês, que é um mercado muito promissor. De 2024 a 2025, já crescemos 35% no recebimento de turistas chineses”, destacou.
Questionado sobre a isenção de vistos para chineses e o resultado dessa medida para o mercado interno, o ministro ressaltou que a política vai atrair mais viajantes do país asiático ao Brasil.
“O turista chinês tem uma atração pelo Brasil, pelas nossas belezas naturais, pela nossa cultura. Essa política de isenção vai se transformar em frutos positivos para o turismo no nosso país”, disse.
Entre as ações do Ministério, Gustavo Feliciano citou ainda os lançamentos do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, do Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes e a qualificação para turistas quilombolas e indígenas.
Sobre a alta do querosene da aviação com a crise em Ormuz, Gustavo Feliciano afirmou que o governo tem trabalhado para que os reflexos sejam mínimos.
“Observamos com bastante cuidado essa movimentação, mas não deixamos de trabalhar as oportunidades para que possamos atrair turistas estrangeiros. Graças a um trabalho incessante do Governo Federal, os números de turistas nos primeiros quatro meses de 2026 têm se mantido como em 2025”.

