Aeroportos brasileiros movimentam 33,5 milhões de pessoas no 1º trimestre de 2026

Aeroportos brasileiros tem alta na movimentação entre janeiro e março.

Mesmo com as dificuldades causadas pela alta internacional do querosene de aviação (QAv), consequência do conflito no Oriente Médio, a movimentação dos aeroportos brasileiros continua crescendo. No primeiro trimestre de 2026, a movimentação de passageiros foi de cerca de 33,5 milhões de pessoas, registrando uma alta de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025. 

A aviação nacional registrou uma movimentação de 25,2 milhões de passageiros, um crescimento de 6,17% em relação ao mesmo período de 2025, quando 23,7 milhões de pessoas utilizaram o transporte aéreo. 

A movimentação de passageiros foi ainda mais expressiva nos voos internacionais, com um crescimento de 13% no trimestre em relação ao mesmo período do ano passado (mais de 8,3 milhões de pessoas). 

Movimentação de março

Só em março, o Brasil superou o patamar de 10 milhões de passageiros, 8 milhões em voos domésticos e 2,6 milhões em voos internacionais. No segmento doméstico a alta foi de 1,3%, comparado com os 7,9  milhões de passageiros que voaram no mesmo mês em 2025. 

Enquanto isso, o crescimento no segmento internacional foi de 8,9%. Já o total representa um crescimento de 3,1% em relação a março do ano anterior. 

Os dados são do levantamento Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), com base no relatório de oferta e demanda da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), divulgados nesta sexta-feira (24). 

Medidas de contenção

O avanço dos números acontece em um momento delicado no mundo, marcado pelo aumento do valor dos combustíveis  e pela redução de voos em diversos países afetados pela guerra entre Estados Unidos e Irã. 

Para cobrir o crescimento do valor do querosene de aviação, o Governo Federal adotou medidas emergenciais. Dentre elas, está a decisão de zerar as  alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve gerar uma redução direta de cerca de R$ 0,07 por litro do combustível.

Além disso, as aéreas poderão postergar, para dezembro, o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes aos meses de abril a junho de 2026.

Também será disponibilizada uma linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), voltada à aquisição de combustível, com risco assumido pelas empresas, de até R$ 2,5 bilhões por companhia. A operacionalização ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, será criada uma linha de crédito para capital de giro no valor de R$ 1 bilhão. As condições financeiras e os critérios de elegibilidade serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União.

De acordo com o ministro do Mpor, Tomé Franca, outras medidas ainda serão tomadas para evitar prejuízos aos brasileiros. “Os impactos provavelmente serão sentidos, mas o Governo Federal está atuando para reduzir”, completou. 

 

 

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Ana Júlia Silva

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