Na Alemanha, Lula critica gastos trilionários em guerras e cobra ação contra a desigualdade

Em discurso em Hannover, presidente aponta para a inversão das prioridades globais pelos países desenvolvidos

Otávio Rosso

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas aos gastos globais com guerras e cobrou mudanças nas prioridades internacionais durante discurso na abertura da Hannover Messe 2026, na Alemanha. Ao abordar desigualdade, conflitos e desenvolvimento, Lula afirmou que o mundo precisa direcionar recursos para enfrentar a fome e garantir condições dignas à população.

Lula destacou a contradição entre os investimentos em armamentos e a persistência de problemas básicos. “Não é possível em pleno século XXI, quando nós ainda não resolvemos o problema da fome no mundo, quando nós ainda não resolvemos o problema do analfabetismo no mundo, quando quase 60% de seres humanos ainda não têm energia elétrica, que estejamos gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em guerra”, afirmou.

O presidente reforçou a crítica ao que considera uma inversão de prioridades globais. “Não é possível. Não é possível que as pessoas não compreendam”, disse. Em seguida, direcionou questionamentos às principais potências internacionais e ao funcionamento do Conselho de Segurança da ONU.

“Para que que serve o Conselho de Segurança da ONU? Por que que vocês não se reúnem e não param com essas guerras? Por que que não decidem destinar o dinheiro que está fazendo guerra, matando e destruindo, para a gente poder cuidar dos milhões de flagelados?”, declarou.

Imigração

Lula também abordou a crise migratória e defendeu uma postura mais acolhedora por parte dos países. Ao citar a formação histórica brasileira, destacou o papel da imigração na construção nacional. “Eu não tenho nada contra imigrantes, porque graças a Deus o Brasil é um país que foi criado por imigrantes”, afirmou. Ele lembrou a chegada de portugueses, africanos escravizados, alemães, italianos, espanhóis, japoneses e árabes.

“Como é que eu posso ser contra a imigração, se essa gente toda ajudou a construir o Brasil de hoje?”, questionou.

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Walter Santos

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