Medida amplia as condições operacionais do porto pernambucano e abre caminho para que navios de até 366 metros de comprimento operem com maior aproveitamento da capacidade de carga
O Complexo Industrial Portuário de Suape avança em uma nova etapa de sua expansão operacional com a homologação de novas profundidades pela Marinha do Brasil, criando condições para ampliar o aproveitamento da capacidade de carga de porta-contêineres de até 366 metros de comprimento. As novas profundidades do canal interno, da bacia de evolução e dos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs 3A e 3B) já estão em vigor, conforme a Portaria nº 190/2026, disponível no endereço eletrônico: Portaria nº 190/2026 – SUAPE.
A homologação representa um importante avanço para o desenvolvimento portuário. A operação dessas embarcações com maior aproveitamento de carga depende apenas da conclusão do estudo de manobrabilidade, previsto para ser realizado ainda em 2026. A iniciativa reforça o compromisso da estatal portuária com a segurança da navegação, a eficiência operacional e a ampliação de sua competitividade para atrair novas linhas marítimas internacionais.
Com 16,25 metros de profundidade no canal interno e 18,39 metros na bacia de evolução e nos PGLs 3A e 3B, Suape passou a contar com melhores condições de profundidade para a operação de embarcações de grande porte. A homologação é resultado de um processo técnico que envolveu levantamentos hidrográficos, análise das condições de navegabilidade e atualização dos parâmetros de segurança pela Autoridade Marítima, após a conclusão das obras de dragagem, em 2026.
“Estamos transformando investimento em infraestrutura em capacidade efetiva de operação. A nova profundidade do canal interno permite que os navios operem em melhores condições de carga, aumenta a segurança e a eficiência e fortalece nossa capacidade de atrair novas linhas marítimas”, destaca o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária, José Constantino, a mudança representa ganhos para o planejamento das escalas e o desempenho das embarcações. “Ganhamos melhores condições de profundidade para ampliar o aproveitamento da capacidade de carga dos navios. Com a conclusão do estudo de manobrabilidade, poderemos avançar na utilização desse potencial, sempre observando os parâmetros de segurança da navegação. O aprofundamento da bacia de evolução e dos píeres também representa um avanço para as operações com granéis líquidos.”, afirma.
Suape já recebe porta-contêineres de até 366 metros de comprimento, como os da classe New Panamax. Com a homologação das novas profundidades e a futura conclusão do estudo de manobrabilidade, essas embarcações poderão aproveitar melhor sua capacidade de carga, com menos restrições de calado, observados os parâmetros de segurança estabelecidos pela Autoridade Marítima. O ganho operacional também poderá favorecer a atração de novas linhas de longo curso e conexões diretas com mercados internacionais, fortalecendo a competitividade de Suape nas rotas do comércio exterior.
INVESTIMENTO
A nova configuração é resultado da dragagem do canal interno, da bacia de evolução e dos PGLs, concluída em janeiro deste ano. A intervenção recebeu investimentos de R$ 247 milhões, sendo R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Novo PAC, e R$ 147 milhões de recursos próprios de Suape. Ao longo dos trabalhos, foram retirados aproximadamente 4,18 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
A diretora de Infraestrutura de Suape, Renata Loyo, ressalta o trabalho técnico envolvido na obra. “A dragagem exigiu controle rigoroso das etapas de execução, dos levantamentos hidrográficos e das condições operacionais do porto. O resultado foi a entrega do canal interno, da bacia de evolução e dos píeres nas profundidades previstas em projeto, criando a base técnica necessária para a homologação pela Autoridade Marítima”, destaca.
ÁGUAS PROFUNDAS
No canal externo, Suape já dispõe de 20 metros de profundidade homologada pela Marinha do Brasil, condição que permite a navegação de embarcações de grande porte, como petroleiros da classe Suezmax. O patamar foi alcançado após a dragagem concluída em 2024, que recebeu investimento de R$ 140 milhões, e homologado em 2025.
Com os canais externo e interno aprofundados, Suape consolida sua posição como porto de águas profundas, um diferencial estratégico para ampliar a movimentação de cargas, fortalecer as operações de cabotagem e longo curso e atrair novas oportunidades de negócios para Pernambuco.

