Nordeste concentra maior parte dos blocos arrematados em leilão da ANP

Nordeste concentra blocos arrematados em leilão da ANP, com destaque para a Margem Equatorial

O Nordeste concentrou 35 dos 49 blocos exploratórios arrematados no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado nesta quarta-feira (7).

O resultado prevê investimentos mínimos de R$ 370 milhões na fase de exploração em áreas das bacias do Ceará, Potiguar, Recôncavo, Parnaíba e Tucano Sul. O principal destaque ficou com a Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, onde Petrobras e QatarEnergy arremataram sete blocos.

A participação do Nordeste corresponde a mais de 70% dos blocos vendidos na rodada de concessão, que movimentou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura e prevê R$ 1,58 bilhão em investimentos mínimos em todo o país. A ANP considera o resultado a maior arrecadação desde o início do modelo de Oferta Permanente de Concessão.

Na Bacia do Ceará, o consórcio formado por Petrobras, com 70% de participação, e QatarEnergy, com 30%, ficou com sete blocos. As áreas representam R$ 28,46 milhões em bônus de assinatura e têm previsão de R$ 235,25 milhões em investimentos mínimos durante a fase exploratória.

A Bacia do Ceará está entre os principais pontos de atenção da rodada. A área faz parte da Margem Equatorial, faixa marítima que se estende pelo litoral norte do país e que vem sendo objeto de novos estudos e investimentos em exploração de petróleo e gás.

Outros blocos no Nordeste

Na Bacia Potiguar, foram arrematados sete blocos no setor SPOT-T4. A Aguila ficou com seis áreas e a PetroReconcavo com uma. Outros quatro setores da bacia não receberam ofertas.

Na Bacia do Recôncavo, na Bahia, foram cinco blocos arrematados. Em Tucano Sul, também na Bahia, foram oito. Já na Bacia do Parnaíba, foram oito blocos, seis adquiridos pela Eneva e dois pela Petrom.

O ciclo também teve três áreas com acumulações marginais, sendo duas em Tucano Sul e uma na Bacia Potiguar, que somaram R$ 1,594 milhão em bônus.

Duas rodadas diferentes no mesmo dia

Os números acima se referem ao 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado à tarde. Pela manhã, a ANP realizou outra rodada, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção, voltado exclusivamente a áreas do pré-sal.

Na partilha, foram ofertados 13 blocos nas bacias de Santos e Campos, no Sudeste. Sete foram arrematados, com R$ 530,5 milhões em bônus de assinatura e previsão de R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos. Portanto, esses sete blocos do pré-sal não fazem parte dos 49 blocos da rodada de concessão nem da conta dos 35 blocos nordestinos.

No modelo de concessão, utilizado na rodada da tarde, as empresas vencedoras assumem o risco exploratório e recebem o direito de explorar e produzir petróleo e gás nas áreas adquiridas, mediante o pagamento do bônus de assinatura e das demais participações previstas nos contratos.

Assim, embora os dois leilões tenham ocorrido no mesmo dia, são processos distintos. Para o Nordeste, o resultado mais relevante está no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, especialmente na entrada de novos investimentos na Bacia do Ceará e na expansão das áreas exploratórias terrestres e marítimas da região.

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Luciana Leão

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