Representação feminina sai de 17,5% para 21,2%. Homens brancos e milionários seguem dominando a Casa a partir de 2027
Guilherme Levorato
247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou nesta quarta-feira (7) o avanço da bancada feminina eleita para a próxima legislatura como uma marco histórico para o parlamento brasileiro. “A nova composição da Câmara dos Deputados traz uma conquista inédita para nossa democracia: a partir de 2027, teremos a maior bancada feminina da história. Foram 109 deputadas eleitas, um crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura. Mais mulheres no Plenário significam mais vozes no diálogo e mais força para pautas que fazem diferença na vida das brasileiras e de suas famílias”, declarou o parlamentar em publicação nas redes sociais.
Com o resultado do pleito de domingo (4), a presença de parlamentares mulheres subiu de 90 eleitas em 2022 para 109 para o mandato que se inicia em 2027, o que representa uma ocupação de 21,2% das vagas na Câmara, contra 17,5% na votação anterior. Entre as eleitas, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, destaca-se como a mulher mais jovem a conquistar uma vaga na Casa, somando 524.219 votos. Em São Paulo, Erika Hilton (PSOL) consagrou-se como a candidata mais votada do país para o cargo entre as mulheres, obtendo 1.596.472 votos.
Os homens seguem como ampla maioria ao ocupar 404 cadeiras, o equivalente a 78,8% do total de eleitos. Os dois candidatos mais votados em todo o Brasil para a Câmara Federal foram Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3.038.438 votos.

