Os programas jornalísticos da Rede Globo, a partir da Globonews, estiveram desde às 20h30 em diante se revezando com diversos profissionais gerando ilações e esperneios buscando gerar argumentos de ameaças à Democracia com o cancelamento de debate presidencial, algo não tanto assim, ao decidir como consequência suspender o evento presidencial.
É a primeira vez desde a redemocratização que a Globo não comanda efetivamente nem monopoliza o último e importante instrumento do debate presidencial longe de favorecimentos, como se deu em 1989, por exemplo, na edição do debate na eleição de Lula contra Collor.
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Quem diria que, enquanto isso, no podcast Flow, o candidato Lula participou de entrevista tratando de todos os assuntos graves da conjuntura, inclusive justificando a ausência no debate da Globo por considerar Flávio Bolsonaro sem nível nenhum, despreparado e envolvido com milicianos.
O QUE VIRÁ
Como saldo e efeito dessa nova conjuntura, vamos acompanhar de que forma a emissora tratará os dois dias que faltam para as eleições ao admitir e/ou estimular argumentos de profissionais , por exemplo, insinuando eleição de senadores conservadores para ameaçar o Judiciário – como insinuaram, repetimos, alguns profissionais.
A CAUSA
O argumento principal da Globo veio depois que o Judiciário (TSE e STF) mandou suspender a exposição da cadeira vazia do presidente Lula e ainda incluir o candidato Renan Santos no debate levando o candidato Flávio Bolsonaro, confirmado anteriormente, a desistir de participar do evento. Nesse cenário, repetimos, a Globo resolveu suspender o debate.
CAUSA E EFEITO
Vamos entender o antes e depois das decisões judiciais na noite desta quinta- feira. A emissora já fora informada anteriormente da ausência de Lula, mas dispunha das presenças confirmadas dos candidatos Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema – este último inserido por força de decisão do TSE.
O cancelamento da emissora, a rigor, se deu diante da decisão de Flávio Bolsonaro de anunciar que não iria mais ao debate por conta da presença confirmada de Renan Santos. Ele fugiu de fato.
EXAGERO EM TESE
Os reconhecidos profissionais da Globo se revezaram para intuir e defender que a Democracia estava ameaçada por interferência do Judiciário. Não foi exatamente assim porque a emissora já tinha abrigado decisão do TSE inserindo Zema no debate, portanto, a inclusão de Renan estava em mesmo patamar.
Em tese, a ira a promover a decisão do cancelamento se deveu como argumento ao fato da ministra do TSE, Estela Aranha, de impedir apresentação do púlpito com ausência de Lula e gerar multa se houvesse perguntas a candidato ausente. Isto foi tratado com censura afetando a liberdade de expressão.
FLÁVIO OPTA TAMBÉM PELO DIGITAL
O candidato da Direita recorreu ao novo aliado Pablo Marçal e cia acusando o Judiciário de interferência indevida estimulando o discurso radical buscando eleger senadores radicais contra os ministros.
No caso de Lula, no Podcast, ele defendeu que todas as instâncias e Poderes estejam decididos a aceitar totalmente transparência sem poupar ninguém diante das acusações em curso e apresentou diversos projetos de futuro. Ele não poupou Flávio Bolsonaro.
SÍNTESE
A realidade impõe reconhecimento da importância histórica da Rede Globo, mas a nesta noite de quinta-feira (1/10) revelou que a emissora já não manda em tudo, em especial nas eleições presidenciais.
Há, de fato, nova conjuntura a atrair novos instrumentos de difusão de ideias com o advento das mídias sociais.
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“O olho que existe / é o que vê”’

