O show do Supercombo no Rock in Rio 2026, neste sábado (5), ganhou repercussão após uma interrupção na transmissão do Canal BIS, do Grupo Globo, durante uma manifestação política do vocalista Leo Ramos.
Ao final de “Amianto”, enquanto o público acompanhava a banda, Ramos pediu que a extrema-direita fosse “varrida do país nas próximas eleições”. Na sequência, a transmissão deixou o palco e passou a exibir imagens aéreas da Cidade do Rock, enquanto uma apresentadora afirmou que a equipe estava “resolvendo algumas questões”.
O sinal retornou menos de um minuto depois, já com o discurso encerrado e o show seguindo normalmente. A interrupção provocou questionamentos nas redes sociais, com espectadores apontando a coincidência entre a fala política e o corte da transmissão. Uma página de fãs do Supercombo publicou uma manifestação de repúdio e afirmou que não aceitaria qualquer tentativa de “fragilizar o exercício da democracia”.
Até o momento, porém, não houve confirmação pública de que a interrupção tenha sido motivada pela declaração de Ramos, e o Canal BIS não havia se pronunciado sobre o episódio.
Formado em Campinas, o Supercombo construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada por letras que abordam conflitos pessoais, relações humanas e questões sociais. “Amianto”, uma das músicas mais conhecidas do grupo, tornou-se um dos momentos de maior identificação com o público durante a apresentação.
No Rock in Rio, a manifestação de Leo Ramos colocou novamente a banda no centro do debate político nas redes sociais e mostrou como grandes festivais continuam sendo espaços de expressão artística e posicionamento público.

