Em sabatina, Renan Santos prega bomba nuclear e critica a China

Candidato ao Planalto  afirma que Brasil é “vassalo da China”, defende arma nuclear como instrumento de soberania e vê terras raras como instrumento de aproximação com os EUA

247 – O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu que o Brasil desenvolva uma bomba nuclear, afirmou que o país ocupa uma posição de dependência em relação à China e sustentou medidas de exceção no combate ao crime organizado.

“O mundo vai olhar para o Brasil com cobiça”, afirmou o candidato do Missão ao argumentar que o país precisa se preparar para proteger seus recursos naturais diante de eventuais ameaças externas.

Renan associou diretamente a proposta nuclear ao que considera uma perda de soberania brasileira e fez uma dura crítica à relação do país com Pequim.

“O Brasil hoje está fraco, mas tem que fazer uma construção de soberania, e isso passa por reaver posição internacional do Brasil. Hoje o Brasil é vassalo da China”, declarou.

Terras raras como instrumento de negociação

Durante a sabatina, Renan também defendeu que as reservas brasileiras de terras raras sejam utilizadas como instrumento de negociação com os Estados Unidos.

Na avaliação do presidenciável, a necessidade estadunidense desses minerais, utilizados pela indústria armamentista, poderia ampliar o poder de barganha brasileiro diante de Washington.

“Eles não dispõem das terras raras em seu território, precisam comprar da China. Então eles vão ter que sentar com o Brasil para ter essa soberania militar, e isso nos coloca em posição interessante”, disse.

Coreia do Norte entra no debate nuclear

Renan também foi questionado sobre as consequências diplomáticas que o desenvolvimento de uma bomba nuclear poderia provocar para o Brasil.

Ao ser confrontado com uma comparação com a Coreia do Norte, o candidato afirmou que o país asiático é “respeitado internacionalmente”, embora tenha ressaltado que não aprova o caráter repressivo do regime.

A resposta integrou a argumentação de Renan de que a capacidade nuclear poderia funcionar como instrumento para aumentar o peso internacional do Brasil.

Medidas de exceção na segurança pública

A segurança pública foi outro tema abordado durante a entrevista. Questionado sobre suas propostas para o setor, Renan voltou a defender medidas de exceção no enfrentamento ao crime organizado.

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Redacao RNE

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