Ceará e Paraíba são destaques do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados do CLP

Estados nordestinos ocupam posições de destaque no ranking nacional do CLP, com Ceará em 11º e Paraíba em 12º. Paraíba avança em sete dos dez pilares avaliados

O Ceará voltou a liderar o Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

A vantagem sobre a Paraíba, segunda colocada na região, é mínima: apenas 0,12 ponto. No ranking nacional, o Ceará aparece em 11º lugar, com nota 54,04, enquanto a Paraíba ocupa a 12ª posição, com 53,92.

A proximidade entre os dois estados é uma das marcas da edição deste ano. A Paraíba, que havia liderado o Nordeste na edição anterior, agora fica atrás do Ceará por uma diferença que praticamente não altera o quadro de equilíbrio entre os dois estados. Em 2025, a Paraíba havia terminado em 11º lugar nacional, enquanto o Ceará estava em 14º.

O desempenho nordestino, porém, não se resume à disputa entre os dois primeiros. Rio Grande do Norte aparece em 15º lugar no país, Sergipe em 16º e Pernambuco em 17º. Na sequência vêm Alagoas (18º), Piauí (19º), Bahia (21º) e Maranhão (23º).

Paraíba avança em sete pilares

Na Paraíba, o resultado combina avanço em diferentes áreas. Dos dez pilares analisados pelo CLP, o estado melhorou sua posição em sete.

Os maiores movimentos ocorreram em Sustentabilidade Ambiental, que avançou cinco posições; Potencial de Mercado, com três; e Sustentabilidade Social e Capital Humano, com duas posições cada.

O estado também ganhou uma posição em Infraestrutura, Educação e Eficiência da Máquina Pública.

O resultado mais expressivo está em Potencial de Mercado. A Paraíba chegou à 4ª colocação nacional, três posições acima da edição anterior. É o melhor resultado do estado entre os pilares avaliados e coloca a Paraíba no grupo dos cinco estados mais bem posicionados do país nessa dimensão.

Em Infraestrutura, o estado ocupa o 6º lugar nacional, com avanço de uma posição, e lidera o Nordeste. Em Inovação, mantém a 6ª colocação nacional. Já em Segurança Pública, aparece em 9º lugar no país, permanecendo entre os dez melhores estados brasileiros.

Sustentabilidade Ambiental tem maior avanço

Outro movimento importante está em Sustentabilidade Ambiental. A Paraíba saiu da 16ª colocação nacional, em 2025, para a 11ª neste ano, um avanço de cinco posições, o maior entre os pilares avaliados.

Com isso, o estado também passa a liderar o Nordeste nesse indicador.

Na comparação regional, a Paraíba ocupa ainda a segunda posição em Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Potencial de Mercado e Inovação. É terceira em Capital Humano e quinta em Educação e Eficiência da Máquina Pública.

O conjunto dos resultados mostra uma Paraíba particularmente bem posicionada em áreas ligadas à atividade econômica, infraestrutura e inovação, ao mesmo tempo em que registra avanços em indicadores sociais, ambientais e de gestão.

Para o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Gilmar Martins, o resultado está relacionado às políticas públicas adotadas pelo estado e à situação fiscal.

“Nossa posição no ranking é um reflexo das políticas públicas baseadas em dados e evidências nos últimos anos, amparadas em uma gestão fiscal recebidas de órgãos como o Tesouro Nacional, que nos atestou com capacidade de pagamento Capag A+, e da S&P, que nos colocou como triplo A (AAA), o que sinaliza ao mercado o quanto nosso estado é um bom lugar para se investir”, destacou.

E os demais estados nordestinos?

O desempenho do Nordeste no ranking apresenta diferenças importantes.

O Rio Grande do Norte, em 15º lugar nacional, é o terceiro estado nordestino mais bem colocado. Sergipe aparece em 16º e Pernambuco em 17º, completando o grupo dos cinco primeiros da região.

O RN também merece atenção pela evolução recente. Na edição de 2025, havia sido um dos destaques do ranking ao avançar oito posições, impulsionado principalmente por melhorias em Sustentabilidade Ambiental, Eficiência da Máquina Pública e Segurança Pública.

Depois aparecem Alagoas, em 18º; Piauí, em 19º; Bahia, em 21º; e Maranhão, em 23º lugar nacional.

Assim, embora nenhum estado nordestino esteja entre os dez primeiros colocados do país, quatro aparecem entre os 17 melhores — Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe — e cinco estão entre os 19 primeiros.

O que o ranking mede

O Ranking de Competitividade dos Estados avalia as 27 unidades da Federação a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Na edição de 2026, foi incluído o indicador de feminicídio, que considera o número de vítimas por 100 mil mulheres.

O ranking é elaborado pelo CLP em parceria com a Tendências Consultoria e utiliza bases oficiais de diferentes instituições. A proposta é permitir a comparação entre os estados e identificar pontos fortes e gargalos que possam orientar políticas públicas e decisões de investimento.

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Luciana Leão

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