Com aperto da fiscalização em Santos, tráfico internacional liderado por PCC e CV migra para portos regionais

Por André Fleury Moraes | Folhapress

O aperto na fiscalização do porto de Santos (SP) empurra operadores do tráfico internacional de drogas a diferentes terminais marítimos do país. Os negócios são encabeçados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e pelo CV (Comando Vermelho) e, em um dos casos, envolve duas máfias europeias, uma italiana e outra albanesa.

Os esquemas movimentam bilhões de reais e incluem uma complexa cadeia criada e constantemente alterada para driblar a fiscalização aduaneira. Contam com mergulhadores, funcionários de empresas de logística cooptados e equipes especializadas em adulterar contêineres.

Quatro investigações federais analisadas pela Folha dão um panorama do espalhamento geográfico das rotas do tráfico. A lista inclui portos de todas as regiões costeiras do país. Os casos vão de Santana, no Amapá, a Itajaí, em Santa Catarina.

Responsável pelo controle aduaneiro, a Receita Federal reconhece o cenário e afirma acompanhar “permanentemente mudanças nas cadeias logísticas e nos métodos empregados pelas organizações criminosas”. Disse também que mantém uma estratégia nacional para a fiscalização dos portos.

Curta e compartilhe:

Walter Santos

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *