País participará de conferência global na Mongólia sobre o tema
RAFAEL CARDOSO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Cerca de 39 milhões de brasileiros vivem em locais ameaçados pela desertificação. Entre eles, estão sertanejos, agricultores, povos indígenas, quilombolas, geraizeiros, pantaneiros e pampeiros.
O termo pode causar estranhamento, já que o país não possui desertos como o Atacama, no Chile, e o Saara, no norte da África. Lugares onde o clima seco e a escassez de água são extremos.aegundo o boletim mais recente da SUDENE.
Desertificação, porém, é um termo mais amplo, que indica o processo de degradação ambiental em que uma terra antes produtiva perde sua capacidade de reter água e sustentar vida. Isso ocorre principalmente por atividades humanas, como desmatamento e agricultura inadequada, e também por variações climáticas. Quanto mais avançado o processo, maior o risco de uma região virar um deserto.
“Elas são as primeiras a sentir os efeitos, porque lidam diretamente com os impactos na água e na biodiversidade no território”, diz Ivi.
Ela reforça, porém, que a degradação da terra não é um problema exclusivo de quem vive nela.
“Parece um problema distante para alguns, mas a desertificação afeta a produção de alimentos, a segurança hídrica, a economia, influencia no aumento do calor. E tudo isso vai além das áreas degradadas. Tem impactos tanto no campo quanto nas cidades brasileiras”, explica.

