A seca voltou a avançar em cinco estados do Nordeste entre maio e junho. A mais recente atualização do Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), registra o agravamento da estiagem em Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí e Sergipe, além de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Segundo o levantamento, no mês de junho, Pernambuco registrou as condições mais intensas de seca entre os estados nordestinos. Enquanto isso, o Piauí teve o maior percentual de área com seca da região, durante o período.
Por outro lado, estados como Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo registraram redução na intensidade da seca entre maio e junho. Já no Maranhão e na Paraíba, o fenômeno permaneceu estável.
No total, entre maio e junho, a área com diminuição das chuvas diminuiu de 4,21 para 3,79 milhões de km², o equivalente a 45% do território brasileiro.
O Monitor de Secas indica que o agravamento da estiagem no Nordeste foi provocado pela redução das chuvas e pela diminuição da umidade do solo. Esse cenário favoreceu a expansão da seca em diversos estados da região, elevando a preocupação com os impactos sobre o abastecimento de água, a produção agropecuária e os recursos hídricos.
No restante do país, o comportamento foi distinto. O levantamento aponta redução da intensidade da seca em áreas das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto na Região Norte o quadro permaneceu praticamente estável. No Nordeste, no entanto, a estiagem avançou e se intensificou em grande parte dos estados monitorados

