A primeira etapa da Usina Solar Noronha Verde, iniciativa da Neoernegia com o Governo do Estado, que vai substituir gradualmente a geração de energia baseada em combustíveis fósseis por fontes renováveis em Fernando de Noronha, foi inaugurada nesta sexta-feira (15).
Com investimentos de mais de R$ 350 milhões, já foram instaladas 4.800 placas solares e realizado o início dos testes de injeção de energia na rede elétrica local. A fase entregue corresponde a 15% da planta total prevista para o projeto.
Com prazo de conclusão até o início de 2027, a usina contará com 30 mil painéis solares e uma estrutura de geração de 22 MWp, além de sistemas avançados de armazenamento em baterias (BESS), com capacidade de 49 MWh. O volume de energia gerado será equivalente ao consumo de aproximadamente 9 mil residências no continente.
A governadora Raquel Lyra afirmou durante o evento que o projeto “marca o avanço na transição energética e na descarbonização de Fernando de Noronha” e ressaltou a sua importância para a preservação do meio ambiente.
“Um lugar só pode ser bom para os seus visitantes quando é bom para seus moradores”, completou Raquel Lyra.
Atualmente, a energia consumida em Fernando de Noronha é gerada predominantemente por biodiesel, por meio da Usina Tubarão. Com a implantação da usina solar, a expectativa é reduzir a emissão de carbono e ampliar a segurança energética da ilha.
Segurança energética
Outro objetivo do projeto é gerar estabilidade no fornecimento energético da ilha, especialmente durante períodos de alta movimentação turística, reduzindo a dependência de combustíveis transportados do continente.
O administrador do arquipélago, Virgílio Oliveira, afirmou que a usina gera um conforto de infraestrutura energética para os moradores.
“Além da questão ambiental, da redução da emissão do carbono, que por si só é importantíssima para a nossa ilha, também temos um ganho de infraestrutura espetacular”, ressalta.
O projeto conta com parceria do Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, além do apoio do Governo de Pernambuco. O licenciamento ambiental foi conduzido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

