Quaest: Pernambuco tem disputa concentrada e cenário mais definido

A pesquisa Genial/Quaest revela um quadro eleitoral mais consolidado em Pernambuco, com clara polarização entre João Campos e a governadora Raquel Lyra.

João Campos aparece na liderança com 42% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra soma 34%. A distância entre os dois é relevante, mas ainda dentro de um campo competitivo, sobretudo considerando o avanço recente da governadora.

O dado que chama atenção é o baixo índice de indecisos — apenas 11% — e o alto nível de definição do eleitorado: 56% afirmam já ter decidido o voto. Isso sugere uma eleição menos volátil e com menor espaço para mudanças bruscas até o pleito.

Potencial de voto e rejeição

João Campos sustenta vantagem também no potencial de crescimento, com 58%, além de uma rejeição de 28%. Já Raquel Lyra apresenta potencial de 53%, mas enfrenta rejeição mais elevada, de 37%.

Os números indicam que, embora o ex- prefeito do Recife largue na frente, a governadora mantém competitividade, especialmente se continuar reduzindo resistências.

Gestão em recuperação e impacto eleitoral

O principal vetor de mudança no cenário é a evolução da avaliação do governo estadual. A aprovação de Raquel Lyra subiu de 51% para 62%, enquanto a desaprovação caiu de 45% para 35%.

Esse movimento já produz reflexos diretos na percepção eleitoral: a maioria dos eleitores passou a defender sua reeleição. Em agosto de 2025, 54% eram contra; agora, 57% consideram que ela merece um novo mandato.

Influência nacional ainda em aberto

A pesquisa também evidencia o peso — ainda indefinido — das alianças nacionais:

Luiz Inácio Lula da Silva é associado por 47% dos eleitores a João Campos, enquanto apenas 12% fazem essa ligação com Raquel Lyra.

Já o campo ligado a Jair Bolsonaro permanece indefinido: 76% dos pernambucanos ainda não sabem quem será seu aliado no estado.

Quando questionados sobre preferências, 47% dizem querer um governador alinhado a Lula, 17% a Bolsonaro e 30% preferem independência.

Análise geral

O cenário pernambucano combina dois vetores distintos: de um lado, uma liderança inicial consolidada de João Campos; de outro, uma governadora em trajetória de recuperação, com melhora consistente na avaliação administrativa.

A disputa, portanto, tende a se manter concentrada entre os dois polos, com a evolução da gestão estadual e a definição das alianças nacionais como fatores-chave para eventuais reequilíbrios até a eleição.

 

*Com informações da Quaest
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Luciana Leão

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