A Petrobras aprovou nesta segunda-feira, 20, a decisão final de investimentos (FID) do projeto SEAP I, na Bacia Sergipe-Alagoas, consolidando o desenvolvimento do Sergipe Águas Profundas (SEAP), uma nova fronteira de produção de óleo e gás no país. O FID do módulo SEAP II já havia sido aprovado em dezembro de 2025, restava o SEAP I.
Com investimentos totais superiores a 60 bilhões de reais, os dois projetos preveem a produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), representando um retorno econômico significativo para a Petrobras, e contribuindo de forma relevante para o aumento da produção nacional de petróleo e gás.
A viabilização dos projetos decorreu de uma série de iniciativas conduzidas em conjunto com o mercado fornecedor, com destaque para as otimizações de projeto e a revisão de termos e condições contratuais, que elevaram a atratividade econômica dos dois módulos.
Esses avanços permitiram estruturar a negociação conjunta das plataformas P-81 e P-87, que integrarão os projetos SEAP I e SEAP II, respectivamente, possibilitando capturar sinergias relevantes e ganhos de escala, fundamentais para a conclusão da negociação em bases economicamente sustentáveis, diz o comunicado da Petrobras publicado em suas redes sociais.
As condições alcançadas ampliaram o retorno financeiro dos projetos e possibilitaram a inclusão do SEAP I na Carteira em Implantação Base. Esse resultado reforça a relevância da parceria e da escuta ativa entre a companhia e o mercado fornecedor como elementos centrais para a viabilização de projetos, mesmo em um contexto estruturalmente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo.
A assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, após o cumprimento das etapas de governança e das aprovações junto aos parceiros. Esse marco impulsiona a etapa de execução dos projetos.
A SBM Offshore será responsável pela construção das duas plataformas, que, juntas, terão capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural por dia. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
O modelo de contratação adotado para ambas as plataformas é o BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a contratada é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das unidades por um período inicial definido em contrato, com posterior transferência à Petrobras.
Marco
A conclusão desta negociação representa marco relevante na estratégia de suprimentos da companhia, confirmando que o modelo BOT é uma solução madura, oferecendo à Petrobras a flexibilidade necessária para viabilizar novos projetos de sua carteira, mesmo diante dos atuais desafios de mercado.
“A escolha da modalidade de contratação BOT contribuiu para viabilizar o início da produção em menos tempo. Esse resultado reflete o trabalho conjunto da Petrobras, seus parceiros e o mercado fornecedor visando agregar valor aos projetos e fortalecer a estratégia da companhia”, afirma Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação.

