A atividade econômica da região Nordeste apresentou uma expansão de 2,4% no acumulado de 2025, segundo o Boletim Macro Regional Nordeste, do FGV IBRE. O resultado se alinhou ao desempenho do IBCR, que cresceu 2,5% no mesmo período.
Entre as unidades federativas analisadas, a Bahia liderou o crescimento com uma taxa de 3,0%, seguida pelo Ceará com 1,9% e Pernambuco com 0,8%. Esse avanço reflete a resiliência da região diante de desafios macroeconômicos como a manutenção de taxas de juros elevadas e as restrições fiscais para investimentos públicos.
O desempenho setorial revelou trajetórias distintas entre os segmentos produtivos. Enquanto o setor de serviços, que possui o maior peso econômico na região, registrou alta expressiva em estados como Paraíba (5,7%) e Sergipe (4,6%), a indústria nordestina enfrentou um cenário de retração.
A produção industrial regional recuou 0,8% em 2025, pressionada por quedas acentuadas no Rio Grande do Norte e no Maranhão, evidenciando uma fragilidade maior em comparação à média da indústria brasileira.
O comércio varejista também contribuiu positivamente para o saldo anual, mantendo um crescimento disseminado em todos os estados do Nordeste. A Paraíba e o Rio Grande do Norte foram os destaques nesse segmento, com altas de 4,8% e 4,7% respectivamente, sustentadas pela resiliência do consumo das famílias. No setor externo, a região encerrou o ano com um déficit comercial de US$ 1,9 bilhão, influenciado pela queda nas importações de insumos energéticos e pela estabilidade nas exportações de commodities como soja e celulose.
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