O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), declarou nesta quarta-feira (21), que aceita liberar seu sigilo bancário e telefônico se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abrir os registros do seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), do Instituto Lula e do cartão corporativo utilizado pelo planalto.
Flávio também citou a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal e que supostamente tem ligação com Marcola.
“Tudo seu é por fora, Lula. Minha vida é um livro aberto”, declarou o candidato. “Eu não só vou aceitar o desafio como vou levar até às últimas consequências.”
O desafio foi lançado por Lula durante o debate presidencial promovido pela Band. A proposta repercutiu nas redes sociais e foi tema de diversos atos de apoio ao presidente durante esta semana pelo país.
Discurso
Durante o discurso, Flávio acusou o adversário de manter patrimônio em nome de terceiros e voltou a questionar a relação entre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal no caso das fraudes do INSS. Segundo o senador, Lulinha teria morado em um imóvel alugado pela empresária.
Assim como o presidente Lula, a campanha de Flávio também protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as condições apresentadas pelo candidato para aceitar o desafio. Parte dos aliados defendia que ele respondesse a Lula apenas no debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23).

