Quem ainda não percebeu, que acorde e fique esperto. Ainda há tempo de retroceder, repensar, ou quem sabe sair em busca de uma reflexão, auto-critica ou coisa que o valha. Que recunduza ao caminho certo tantas anomalias alastradas na política bolsonarista.
Caso os mais afoitos, ou revoltados, se irritem com o alerta, saibam que a luz vermelha, sinalizando perigo, está sendo acesa justamente por quem atua no cerne dessa questão, após ver naufragadas inúmeras tentativas de buscar a lucidez como bóia de salvação.
Há quem diga que os habitantes dessa tribo repudiam, com alguma veemência, o hábito saudável de aceitar nos ensinamento da boa leitura, e na ciência, o uso do bom censo. Mas não custa aqui fazer uma respeitosa “sugestão”, com a devida venia.
Sem fazer juizo de valor, avaliar contéudo, ou descambar para elogios fora de hora, em recente editorial o jornal “O Estado São Paulo”, com a maturidade e a experiência que tem, define ali com clareza a triste e incansável rotina dessa família, voltada únicamente a insistente mania de gerar conflitos de toda ordem a todos os seguimentos, inclusive, com frequência, cortando na própria na carne.
Com o título “Ha algo de podre no reino dos bolsonaros”, o texto releva e aborda a briga pública de Michelle e Flávio pelo espólio do bolsonarismo, expõe a natureza egocentrica de um movimento que nunca teve raizes que desperte algo que importe ao País.
Com habilidade, e observação sensível a cada questão, esparrama também realidades que, devido a uma visão opaca, ou por interesses sombrios, só os bolsonaristas ainda não perceberam o mal que fazem a eles mesmos, danificando estruturas sociais, esboçando um sonoro “dane-se ” a quem se julgar atingido, de olho no poder absoluto, venha ele de onde vier.
As recentes gravações da ex-primeira dama Michele Bolsonaro, lavando roupa suja da família a que pertence, via internet, é o mais autêntico atestado de que de fato há sim por ali algo de podre, e o mau cheiro se espalha sem vedação alguma. Tampouco, nem de longe sinaliza qualquer zelo em relação a privacidade, ética política, bons costumes ou coisas do gênero. Acertou quem apostou na incredulidade do “desunidos venceremos”, mesmo que isso exija mandar a dignidade as favas, sem rodeios.
Como nada acontece por acaso, antes de manifestos mais raivosos dos radicais inconformados, diante da verdade dos fatos, o melhor seria rebubinar a fita do passado, e encontrar ali um punhado de pontos negativos, gerados por caciques da própria aldeia, que nunca mediram consequências, e agora pagam penitência se fazendo de anjos.
Está tudo lá, registrado no implacável arquivo da história. Aponta, por exemplo, a insubordinada ação da família “unida”, que dos Estados Unidos trabalha com ferramentas afiadas contra o Brasil. Em variados episódios domésticos, aliados e apoiadores da causa (Malafaia, Ciro Nogueira, Tarcisio de Freitas, Carla Zambelli, Nicolas Ferreira) algumas dúzias se vezes bateram de frente em relação
a convivência com a família, em todas elas gerando mais estragos do que proveito. A sombra do caso Master-BRB (Daniel Vorcaro), o entra e sai da prisão de Jair Bolsonaro e as arruaças do filhinho chorão Eduardo Bolsonaro dos Estdos Unidos também figuram nessa lista imensa de atropelos que só desgastam e confirmam que por ali há de tudo, menos disciplina, organização e competência profissional. Se para os fanáticos admiradores, partidários e afins isso ainda não basta como alerta de providências, resta o caos como consolo.
Acabam elegendo Lula antes do prazo previsto, mesmo que nem ele saiba isso. Talvez não haja outra alternativa.
José Natal
Jornalista

