Redação Tribuna do Norte
Sob pressão do PT e do Palácio do Planalto, o senador Jaques Wagner (BA) entregou ontem o cargo de líder do governo, seis dias após ter sido alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Em reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, Wagner garantiu que nunca atuou no Congresso para defender os interesses do Banco Master e disse que se sentia “injustiçado”, mas afirmou não querer atrapalhar a campanha do presidente à reeleição.
O sucessor de Wagner ainda não está definido. São cotados para assumir a liderança do governo os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE).
Lula esperava que o senador tomasse a iniciativa de se afastar para não ter de demitir o amigo de mais de 40 anos. Candidato a um novo mandato pela Bahia este ano, Wagner resistia, sob o argumento de que sua saída equivaleria a uma confissão de culpa

