Para Marcus Alves, presidente do Fórum dos Secretários de Capitais, e secretário Pedro Santos – articulador do movimento pró Forró – Patrimônio da Humanidade
Ultimamente, com a imposição do show Business nos festejos juninos, temos acompanhado polêmica permanente, sobretudo no Nordeste brasileiro com a ocupação sistemática de ritmos distantes do Triângulo, Zabumba e Sanfona, sobretudo dos artistas vinculados ao ritmo, mas não há como ignorar neste 23 de Junho de 2026 a soberania em torno do maioral Forró.
A propósito do tema, ainda é possível atrair a IA para reforçar pesquisa bem elaborada. Mas, independentemente, se faz preciso registrar o atual momento em que a UNESCO está em vias de consolidar o Forró como Patrimônio Imaterial da Humanidade.
Aliás, a campanha nacional para oficializar o forró como patrimônio começou com um abaixo-assinado encabeçado pela Associação Balaio do Nordeste e pelo Fórum Forró de Raiz da Paraíba, reunindo mais de 400 forrozeiros.
Este movimento encabeçado pela Secretaria de Cultura da Paraíba liderado pelo secretário Pedro Santos terminou gerando movimento do Nordeste se apresentando na França e, recentemente, com ato público no Teatro Santa Roza, em João Pessoa, oficializando a data junto ao IPHAN.
HISTÓRIA
O forró nordestino é uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil. Mais do que um gênero musical, ele representa a história, os costumes, a identidade e a alegria do povo do Nordeste.
Origem do forró
O forró surgiu a partir da mistura de influências indígenas, africanas e europeias ao longo dos séculos.
Sua forma mais conhecida se consolidou no interior do Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
O ritmo tradicional é executado principalmente por três instrumentos:
Sanfona (acordeão)
Zabumba
Triângulo
Os estilos mais tradicionais incluem:
Baião
Xote
Xaxado
Arrasta-pé
Luiz Gonzaga e a popularização
Nenhum nome é mais associado ao forró do que Luiz Gonzaga, conhecido como o “Rei do Baião”. A partir da década de 1940, ele levou a música nordestina para todo o país.
Canções como Asa Branca retratam a seca, a migração, a saudade e a resistência do sertanejo, tornando-se símbolos da cultura brasileira.
Outros grandes nomes do forró incluem:
Jackson do Pandeiro
Dominguinhos
Sivuca
Elba Ramalho
Alceu Valença
Flávio José
Jorge de Altinho
Alcymar Monteiro
Genival Lacerda
Maciel Melo
Importância cultural
O forró é importante porque
Preserva a identidade nordestina — conta histórias do sertão, do trabalho, da fé e das tradições populares.
Fortalece a convivência social — as festas de forró reúnem famílias, amigos e comunidades inteiras.
Movimenta a economia cultural — gera empregos para músicos, dançarinos, artesãos, produtores e organizadores de eventos.
Promove a cultura brasileira no mundo — hoje existem grupos e festivais de forró em diversos países da Europa, América do Norte e Ásia.
Relação com as festas juninas
O forró é a trilha sonora das festas juninas, especialmente durante as celebrações de Festa de São João. Nessas ocasiões, milhões de pessoas dançam xote, baião e arrasta-pé em arraiais espalhados por todo o Nordeste.
Destacam-se grandes eventos como:
São João de Campina Grande
São João de Caruaru
Significado para o Nordeste
O forró simboliza:
Resistência cultural;
Orgulho nordestino;
Alegria e celebração;
Memória das gerações passadas;
União entre tradição e modernidade.
Por essas e outras, o forró é considerado um dos maiores patrimônios culturais do Brasil, mantendo viva a história e a alma do povo nordestino através da música, da dança e da poesia popular.
ÚLTIMA
“Tem tanta fogueira/ tem tanto balão”

