O Governo do Ceará assinou esta semana (16/06) a ordem de serviço para as obras de construção do Terminal de Uso Privado (TUP) da Nordeste Logística (Nelog) em parceria com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), empreendimento que receberá R$ 1,3 bilhão em investimentos e fará a ligação direta entre a Ferrovia Transnordestina e o Porto do Pecém.
Com início das operações projetado para 2028, a capacidade operacional a ser alcançada, gradualmente, é de 30 milhões de toneladas/ano de cargas como grãos, minérios, fertilizantes, carga geral e contêineres.
Diante do potencial do empreendimento, o diretor executivo de infraestrutura e logística da Companhia Siderúrgica Nacional, Tufi Daher, falou do objetivo de ampliar a área do terminal logístico, que atualmente tem cerca de 84 hectares.
“Não adiantava a gente fazer a ferrovia, chegar com ela até o final de 2027, e não ter um terminal para recepcionar os grãos do Matopiba [Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], o minério da região do Piauí, receber fertilizantes importados, carga geral”, acrescentou o executivo.
Logística
O empreendimento deve gerar cerca de mil empregos diretos durante a construção. Esta fase de obras inclui uma ponte para descarga de minério e um viaduto ferroviário; além de uma moega ferroviária para a descarga de grãos.
“Estamos transformando a logística do Brasil e o Porto do Pecém fazendo parte disso. Estamos construindo uma nova economia no Ceará, com mais oportunidade de emprego e trabalho, para beneficiar a vida do povo cearense”, defendeu o governador do Ceará Elmano de Freitas.
Transnordestina
Atualmente, a primeira fase da Transnordestina está com cerca de 82% de execução e a expectativa é concluir essa etapa em 2027. No momento, cerca de cinco mil operários trabalham na obra. O empreendimento deve receber um orçamento total de R$ 15 bilhões.
Leia mais sobre a Ferrovia Transnordestina no Ceará
Com 1.206 quilômetros de extensão, a ferrovia ligará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém (CE), passando por 53 municípios. Isso representa escoamento eficiente da produção na região, tornando mais integrado e rápido o transporte de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério.
*Com informações do Governo do Ceará

