Empresas lançam obras de usina térmica a gás de R$ 5,5 bilhões no Complexo do Pecém

As empresas Eneva e Diamante deram início nesta terça-feira (9) à implantação do projeto Jandaia, com o lançamento da pedra fundamental de uma usina térmica movida a gás natural no Complexo do Pecém (CE). O empreendimento, que recebeu autorização após ser selecionado em leilão federal de capacidade, prevê investimentos de R$ 5,5 bilhões e a geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção. 

A cerimônia foi realizada no auditório do Complexo do Pecém e contou com a presença do governador do Ceará, Elmano de Freitas, além de representantes das empresas responsáveis pelo projeto, dirigentes do complexo industrial e portuário e autoridades estaduais e municipais.

O projeto integra um conjunto de investimentos voltados à ampliação da infraestrutura energética do estado. Segundo o governo cearense, o empreendimento contribuirá para reforçar a segurança do fornecimento de energia e ampliar a capacidade de atração de novos investimentos industriais para a região.

A nova usina terá capacidade para movimentar 14 milhões de metros cúbicos por dia, quando estiver em operação. A previsão é que o terminal portuário entre em funcionamento em 2028, enquanto a conclusão das obras e dos testes da usina está prevista para o primeiro semestre de 2029. 

Pier 0

Além da usina, o Projeto Jandaia prevê a construção do chamado Píer Zero, estrutura portuária que receberá investimento estimado em R$ 430 milhões. O terminal será responsável por receber uma unidade flutuante de regaseificação (FSRU), que permitirá a transformação do gás natural liquefeito em gás para abastecimento da usina e de outros consumidores industriais. 

O diretor executivo de Marketing, Comercialização de Gás e Energia e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Lopes, destacou que a nova usina terá papel estratégico na matriz energética nacional. 

O Brasil é um país extremamente rico em fontes de energia. A gente tem bastante hidrelétrica, fontes renováveis como solar, eólica, mas a termoeléctrica tem um papel fundamental que é a segurança. Quando o vento não venta, quando o sol não brilha, quando a chuva não cai, você precisa de fontes despacháveis”, explicou Lopes. 

*Com informações Ascom Complexo do Pecém
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Ana Júlia Silva

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