ABRAINC: juros elevados restringem créditos, dificultam investimentos e ampliam despesas

Em nota enviada ao site da revista NORDESTE,  a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) considera que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual nesta quarta-feira (11/12) intensifica os desafios enfrentados pela economia brasileira.

 

“Os juros elevados restringem o acesso ao crédito, dificultam investimentos e ampliam as despesas financeiras de famílias e empresas, com efeitos profundos em diversos setores produtivos do país, comprometendo sua sobrevivência”, diz o comunicado.

 

No entanto, a Abrainc admite que “A medida, porém, foi necessária para reduzir a pressão inflacionária e alta do dólar”.

 

Nos últimos 12 meses, o pagamento dos juros da dívida pública foi de R$ 870 bilhões. O aumento de cada ponto percentual da Selic eleva essa quantia em cerca de R$ 48 bilhões, de acordo com estudo do Banco Central.

 

Brasil: 3° maior do mundo em juros reais

 

O Brasil já ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de juros reais, com uma taxa de cerca de 8,1%, atrás apenas de Turquia e Rússia.

 

Com isso, o cenário atual exige ações concretas para aliviar os custos estruturais da economia. Entre os pontos expostos pela entidade estão a urgência  dos cortes nos gastos públicos para estabelecer um equilíbrio fiscal de longo prazo, condição imprescindível para reduzir os juros de forma sustentável.

 

Esses desafios, continua o comunicado, são particularmente evidentes no impacto sobre as empresas, “que enfrentam crescentes dificuldades para manter sua sustentabilidade financeira”.

 

Apenas em 2024, os pedidos de recuperação judicial chegaram a 1,7 mil até setembro, um aumento de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Serasa Experian.

 

O equilíbrio fiscal seria condição essencial para destravar o crescimento econômico brasileiro, considerando a atual baixa taxa de desemprego (6,2%) e o expressivo crescimento do PIB (3,1%).

 

Nesse contexto, lembra a entidade, também é fundamental a aprovação da reforma tributária para melhorar o ambiente de negócios e reduzir a informalidade, criando condições mais favoráveis aos investimentos e aprimorando ainda mais as perspectivas de geração de emprego e renda para os brasileiros.

 

*Luiz França,  presidente da ABRAINC

 

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Luciana Leão

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