No segundo trimestre de 2024, a produção industrial do Brasil cresceu 2,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi, esse desempenho positivo é resultado de um conjunto de fatores, entre eles, o impacto defasado da redução da taxa básica de juros (Selic), que facilitou o acesso ao crédito, especialmente para o consumo de bens duráveis.
“A indústria de bens duráveis é a principal responsável por esse dinamismo. Além disso, houve fatores como a criação de empregos com melhores salários, o aumento do rendimento real, a acomodação da inflação e programas públicos como o reajuste do salário mínimo e a ampliação do Bolsa Família”, explicou Cagnin.
O ciclo de queda da Selic, iniciado em agosto de 2023, teve um papel fundamental nesse cenário. A taxa passou de 13,75% para 13,25% e, ao final de maio de 2024, estava em 10,50%. Essa redução impulsionou o consumo e a produção industrial, mesmo com o recente aumento para 10,75% em setembro, já fora do período analisado.