Presidente Lula condiciona exposição de seus dados financeiros e de sua família à abertura das contas de Flávio Bolsonaro e do restante do clã
Guilherme Levorato
247 – O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assumiu a relatoria do pedido protocolado pelo presidente Lula (PT), no qual o candidato à reeleição concede permissão para a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos. A autorização, no entanto, está vinculada ao compromisso de seu oponente no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em liberar simultaneamente seus registros financeiros. A medida se estende a familiares de ambos os concorrentes e a empreendimentos vinculados a eles.
A proposta de renúncia ao sigilo de suas movimentações ocorreu inicialmente no debate transmitido pela Rede Bandeirantes, no domingo (18), ocasião em que Lula rebateu acusações sobre práticas ilícitas.
“Eu vou fazer uma proposta para você para amanhã abrirmos a nossa conta bancária e o nosso sigilo bancário para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. Eu abro da minha família e você abre da sua. Nós entregamos para o presidente da Suprema Corte e do Tribunal Superior Eleitoral o seu documento e o meu para avaliarem antes das eleições, para que o povo saiba quem é corrupto e ladrão, porque, senão, eles vão ser enganados de novo”, disse Lula na ocasião.
Em ato político realizado no Maranhão na manhã desta terça-feira (20), o presidente reafirmou a cobrança para que o congressista do PL disponibilize seus dados privados e de seus parentes. “O meu, dos meus filhos, da Janja e que ele faça também da família dele, pegue até o do pai dele, que está preso. Ele entre na Justiça autorizando quebrar o sigilo porque estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão e quem é que é corrupto nesse país”, declarou.

