Dia da Caatinga ganha projeções em São Paulo, Brasília e Recife

O Dia Nacional da Caatinga, celebrado nesta terça-feira (28), será marcado por intervenções visuais em edifícios de São Paulo, Brasília e Recife. A iniciativa busca ampliar a visibilidade de um bioma estratégico para o enfrentamento da crise climática, reunindo ações do Centro Sabiá, do Instituto Socioambiental (ISA) e do Projetemos.

As projeções ocorrem entre 18h e 20h e têm como foco evidenciar práticas desenvolvidas no território da Caatinga,  único bioma exclusivamente brasileiro, que oferecem respostas concretas de adaptação climática, ainda pouco conhecidas fora da região.

Presente em grande parte do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga abrange cerca de 11% do território nacional e concentra uma população próxima de 30 milhões de pessoas. Trata-se da maior região semiárida densamente habitada do planeta.

Sua biodiversidade reúne espécies altamente resilientes, capazes de atravessar longos períodos de estiagem e retomar rapidamente seu ciclo com a chegada das chuvas, promovendo um florescimento intenso e estratégico para o equilíbrio ambiental.

Além da adaptação natural, o bioma também abriga experiências consolidadas de convivência com o semiárido. Sistemas agroflorestais, bancos de sementes crioulas e práticas de produção de alimentos sem uso de agrotóxicos são exemplos de iniciativas que articulam preservação ambiental, geração de renda e segurança alimentar. Muitas dessas ações resultam de políticas públicas construídas ao longo das últimas três décadas.

A mobilização deste 28 de abril também antecipa o Caatinga Climate Week 2026, previsto para ocorrer entre 1º e 3 de julho, no Agreste pernambucano. O evento propõe um formato centrado nos territórios e nas populações locais, colocando as experiências do semiárido no centro das discussões globais sobre clima.

Ao projetar imagens e mensagens em grandes centros urbanos, a ação reforça um ponto essencial: a Caatinga não é apenas um bioma resistente, mas um espaço de inovação socioambiental que pode inspirar caminhos sustentáveis para o Brasil e o mundo.

 

*Com informações do Centro Sabiá

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Luciana Leão

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