Tarcísio critica Lula e ignora Flávio. Meta de Michelle é o Senado, por José Natal

Para o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o processo de substituição de políticos ultrapassados no Brasil é lento, e sempre esboça resistência e teimosia de quem sempre insiste em não largar o osso.

A crítica do governante paulista, endereçada sem rodeios ao Presidente Lula, (Revista Veja desta semana), foi feita em discurso empolgado na cidade de Monteiro Lobato, a 128 km da Capital. No mesmo palanque, sem citar o nome de Flávio Bolsonaro, candidato do PL (Partido Liberal) à presidência da república, Tarcísio citou que esse fato é lamentável e gera prejuízos ao País porque impede o surgimento de novos talentos em atividades e que buscam espaço, ocupados por políticos superados.

Hoje com 50 anos de idade, 30 anos mais novo que Lula, Tarcísio busca com sutileza (ou ironia), levar o eleitor a uma comparação com o candidato Flávio, com 44 anos. Especialistas insistem em afirmar que Tarcísio ainda, hoje resmunga nos bastidores a escolha de Flávio para uma disputa que deveria ser liderada por ele.

A escolha de Jair Bolsonaro, isolada e em segredo, foi imposta ao filho, surpreendendo o partido, aliados e, principalmente, a ex-primeira dama Michelle, que administra esse mal estar no limite da resistência, segundo fontes do partido. Evitando aumentar a pressão, e embates, já conhecidos provocados por apoiadores, como Nikolas Ferreira, Waldemar Costa Neto e o filho mimado Eduardo Bolsonaro, Michelle se ampara na campanha que já a empolga como candidata ao Senado Federal por Brasília, onde seu nome aparece liderando pesquisas de opinião pública, a cada dia ampliando seu universo de agrado aos eleitores. Embora seja fato, que há sinais claros de avanço do nome de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, também é fato que pessoas ligadas a mulher de Jair Bolsonaro, por mais de uma vez já manifestaram desconforto e desalento pela candidatura ora em curso. Sem papas na língua, e nunca negando sua opinião sobre o que pensa Agustin Fernandez, uruguaio da cidade de Lavalleja, amigo pessoal e maquiador dedicado a Michelle Bolsonaro, por mais de uma dezena de vezes manifestou sua opinião contra a candidatura já em campanha, quase oficial. Com 34 anos de idade, no Brasil por mais de dez anos e também ligado ao marketing político, o fiel escudeiro de Michelle aponta falhas pontuais na candidatura de Flávio, para ele sem chances de vitória devido à falta de carisma e empatia junto às classes menos favorecidas.
É evidente que tais manifestações, vindas de pessoas tão próximas à família, e quase sempre em contato com aliados, posições como essas, manifestadas sem filtro, é fácil imaginar que o futuro da jornada promete mais trovoadas do que Mar sereno e calmo. Nas agendas de Lula e Tarcísio, já na próxima semana, há previsões de encontros oficiais, troca de gentilezas e quem sabe até acordos por assinar. Com os demais candidatos da direita (Caiado, Zema, Renan, Aldo e outros) com decolagens autorizadas a candidatura Flávio, mais do que nunca se distancia do que para ele seria algo perto do ideal. Resvala no absurdo, com alguma dose de despreparo, um número tão elevado de desacertos e incoerências, que se a elas não se aplicar um freio de arrumação com alguma urgência, a cota de prejuízo ao candidato será elevada. O tiro oficial de largada da campanha rumo à presidência, ainda demora meses. Mas, a máxima de que tudo que começa mal tende a terminar pior ainda, nesse caso as chances ao contrário estão sendo reduzidas, dia a dia. O PT, Lula e a vizinhança agradecem, e renovam votos de que continuem assim.

José Natal
Jornalista

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