Cinco estados do Nordeste tem menor taxa de desemprego registrado desde 2012; Pernambuco, a maior do País

Cinco Estados do Nordeste estão entre os 10 que registraram, no terceiro trimestre, a menor taxa de desemprego desde 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Os estados da região que tiveram recorde de baixa de desocupação foram Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. 

No Brasil, 10 estados e o Distrito Federal tiveram queda no número de desocupação, e terminaram o terceiro trimestre de 2025, na mesma situação que o Brasil inteiro, com uma taxa de desemprego de 5,6%. 

No contraponto, Pernambuco lidera o desemprego no País. O estado é o que possui a maior taxa de desocupação do país, com um percentual de 10%. 

A pesquisa também aponta que sete estados não chegaram a 60% dos empregados com carteira assinada. Confira abaixo:

Maranhão: 51,9%

Piauí: 52,4%

Paraíba: 55,3%

Pará: 56,8%

Acre: 58,1%

Ceará: 58,9%

Bahia: 59,3%

Desse total, cinco estados são do Nordeste. E mais. Nenhum estado da região possui um percentual de empregados com carteira assinada acima da média. 

Veja abaixo as taxas de desocupação de todas as UFs:

Santa Catarina: 2,3%

Mato Grosso: 2,3%

Rondônia: 2,6%

Espírito Santo: 2,6%

Mato Grosso do Sul: 2,9%

Paraná: 3,5%

Tocantins: 3,8%

Minas Gerais: 4,1%

Rio Grande do Sul: 4,1%

Goiás: 4,3%

Roraima: 4,7%

São Paulo: 5,2%

Brasil: 5,6%

Maranhão: 6,1%

Ceará: 6,4%

Pará: 6,5%

Paraíba: 7,0%

Acre: 7,4%

Piauí: 7,5%

Rio Grande do Norte: 7,5%

Rio de Janeiro: 7,5%

Amazonas: 7,6%

Alagoas: 7,7%

Sergipe: 7,7%

Distrito Federal: 8,0%

Bahia: 8,5%

Amapá: 8,7%

Pernambuco: 10%

Análise 

Ao comentar o cenário dos estados com menores taxas de desocupação, o analista da pesquisa, William Kratochwill, apontou que esses estados apresentam patamares historicamente menores.

“A estrutura econômica dessas regiões é a principal explicação para terem números tão baixos, porque cada um tem uma característica diferente”, diz.

O analista do IBGE, declarou que as taxas de desemprego no Nordeste são mais altas  porque a região é “sabidamente menos desenvolvida economicamente”, além de baixa escolarização.

“Isso talvez seja um empecilho para que se desenvolva mais economicamente, uma vez que falta mão de obra qualificada para a economia crescer”, disse.

A pesquisa

A Pnad apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

*Com informações da Agência Brasil 

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Ana Júlia Silva

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