A realização da 2ª Copa de Marcha do Cavalo Mangalarga Marchador, em Vitória de Santo Antão, vai além da agenda esportiva e equestre. O evento, que acontece desde esta sexta-feira (30) até este sábado (31), marca o início do calendário estadual da raça em 2026 e reforça o papel de Pernambuco como um dos principais polos da equinocultura nacional, inserido em uma cadeia produtiva que movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano no Brasil.
Reconhecido nacionalmente como celeiro de animais campeões, o estado abriga mais de 300 criadores associados à entidade estadual e mantém presença recorrente nas principais exposições oficiais promovidas pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM).
Com um plantel nacional superior a 700 mil animais registrados, a raça sustenta um ecossistema que envolve criação, melhoramento genético, leilões, esportes equestres, turismo rural e eventos técnicos, com impactos diretos na geração de renda e negócios no interior do país.
A escolha de Vitória de Santo Antão como sede dialoga com esse contexto. Localizado na Zona da Mata, o município integra uma região onde a equinocultura se conecta ao agronegócio tradicional, aos serviços e à economia de eventos, fortalecendo cadeias produtivas complementares e ampliando o alcance econômico do setor.
A Copa de Marcha também simboliza o início da nova gestão da Associação dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador de Pernambuco, presidida por Fred Santoinni, com Marcílio Sales na vice-presidência e Pedro Victor Vilella na diretoria de Eventos. A proposta da diretoria é ampliar o calendário técnico, fortalecer a governança da atividade e posicionar Pernambuco de forma ainda mais competitiva no cenário nacional.
“A equinocultura deixou de ser apenas tradição e passou a ocupar um espaço estratégico dentro do agronegócio. Nosso foco é organizar o setor, valorizar o criador e ampliar a visibilidade econômica da atividade”, afirma Santoinni.
Durante dois dias, os animais passam por avaliações técnicas e julgamentos oficiais, instrumentos centrais para a qualificação genética da raça e para a valorização comercial dos plantéis.
Para o diretor de Eventos, Pedro Vilella, a retomada da Copa, que não era realizada desde 2023, abre uma janela importante para a geração de negócios entre criadores pernambucanos e de outros estados.
“Esses encontros são decisivos para a troca de conhecimento técnico, a leitura de mercado e a consolidação de parcerias. O impacto vai além da pista”, observa.
Reconhecido pelo Congresso Nacional, em 2019, como patrimônio cultural equestre brasileiro, o Mangalarga Marchador reúne tradição e profissionalização. Em Pernambuco, essa combinação se traduz em investimentos contínuos, fortalecimento institucional e integração crescente com o agronegócio estadual.
Fundada em 1989, a associação pernambucana prevê para 2026 a realização de exposições oficiais, cursos de capacitação técnica e cavalgadas, ampliando o alcance econômico do setor e reforçando sua contribuição para o desenvolvimento regional.
Serviço
2ª Copa de Marcha de Vitória de Santo Antão
Quando: 30 e 31 de janeiro de 2026, das 8h às 19h
Onde: Parque de Exposições Joaquim Rodrigues de Lima
Vitória de Santo Antão – PE
Entrada gratuita

