No Nordeste, o principal destaque foi o Piauí, que assumiu a liderança entre os estados ao registrar alta de 14,9%, seguido pela Paraíba (13,8%). Em termos de volume, Bahia, Pernambuco e Ceará concentraram quase 60% da carteira regional, com saldos de R$ 271,7 bilhões, R$ 159,2 bilhões e R$ 157,3 bilhões, respectivamente — mantendo correlação com o Produto Interno Bruto (PIB) de cada estado.
Em relação ao tipo de tomador, o levantamento aponta para um crescimento equilibrado entre pessoas físicas (12,5%) e pessoas jurídicas (12,2%). Esse desempenho é uma boa notícia para a economia da região, comenta o economista chefe do BNB, Rogério Sobreira.
Segundo ele, o fato de haver mais recursos circulando representa que o crédito segue sendo um estímulo importante à atividade econômica do Nordeste, mesmo diante de um quadro de juros nominais e reais elevados.
“Tal como o mercado de trabalho, o impulso pela via do crédito colabora de forma decisiva para manter o crescimento da economia da região, fazendo com que o ritmo de expansão da atividade econômica no Nordeste, medido pelo índice de atividade econômica regional do Banco Central, o IBCR-NE, tenha suplantado o observado para o Brasil como um todo”, afirma.

