A governadora de Pernambuco Raquel Lyra, em entrevista à Rádio Jornal, nesta segunda-feira (29), classificou a agressão sofrida pelo casal de turistas matogrossense, Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, no sábado (27), na Praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, como “crime grave” e que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas pelas autoridades.
Veja o vídeo da governadora:
https://www.instagram.com/reel/DS2NVdqjvoO/?igsh=MWloem5waWh5NXI2NQ==
Relembre o caso
O casal, após forte discussão com comerciantes por conta do valor que seria pago pelo uso de cadeiras no local e sombreiro, se negaram a pagar, o valor de R$ 80,00.
De acordo com o casal, ao chegarem à praia foram abordados por trabalhadores que ofereceram o serviço de barracas e cadeiras. Eles afirmam que o valor combinado pelo uso dos acessórios seria de R$ 50,00, mas na hora de efetuar o pagamento os comerciantes queriam cobrar um preço maior.
A recusa de pagar o valor cobrado ocasionou em uma agressão generalizada aos dois homens, por parte dos comerciantes. Cerca de 15 pessoas participaram da ação.
“Isso que aconteceu com a gente foi um ato de atrocidade mesmo. Ninguém nos ajudou. Todo mundo filmando. Acabou com nosso final de ano”, relata Johnny.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Johnny e Cleiton alegam que irão processar a prefeitura de Ipojuca e o Governo de Pernambuco.
Vídeos do casal sendo agredido repercutem nas redes sociais desde o ocorrido. Confira:
Versão da proprietária
Segundo a proprietária da barraca, o casal teria chegado no local pela manhã, ocupado um dos guardas-sóis e afirmado que não iriam consumir nenhum alimento ou bebida. Ela afirma que os homens receberam um cardápio com os valores do serviços e estavam cientes do valor final.
Na versão da dona da barraca após ingerirem algumas bebidas no horário da tarde, quando cobrados, os homens se recusaram a pagar o valor final e um deles teria agredido um funcionário do quiosque. A ação levou outros a entrarem na briga contra eles.
Pronunciamentos das autoridades
A Secretaria de Defesa Social (SDS) se pronunciou e disse que quando as forças policiais chegaram ao local a situação já estava controlada. Segundo o órgão, “a apuração do caso é tratada como prioridade, com objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos”.
A prefeitura de Ipojuca repudiou por meio de uma nota à imprensa o ocorrido e afirmou que o fato é “grave e incompatível com os valores de acolhimento e hospitalidade que norteiam o destino”. A nota ainda afirma que as ações de fiscalização na orla foram intensificadas nos últimos meses.

