Festival Aruanda se consagra nos 20 anos, agora Internacional

Aruanda Praia II confirmado para 2026 (com três dias de programação), patrocínio master do Governo do Estado e saudoso maestro Pedro Santos será patrono do festival

Ainda  repercute  a  realização  entre  os  dias  3  e  10  de dezembro de 2025, em João Pessoa, da 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Internacional da Paraíba, que promoveu oito dias intensos de cinema, música, literatura, oficinas, debates e homenagens, reafirmando sua posição, hoje, no ranking dentre os principais festivais de cinema do Nordeste e do Brasil.

Registre-se que o patrocínio master foi do Governo do Estado (Secult-PB, Funesc, Cagepa), com o patrocínio do Grupo Energisa (Secult-ICMS-PB), BNB, Itaú, Armazém Paraíba e PBGás, via Lei de Incentivo Fiscal do Governo Federal (Ministério  da Cultura/SAV). A chancela é da Reitoria e do CCHLA-UFPB através da Bolandeira Arte &Films, produtora do evento. 

Encerrado, portanto, na primeira quinzena de dezembro, o 20º Fest Aruanda consolidou-se como um dos momentos de maior alcance popular de sua história ao estrear o projeto

Aruanda Praia, extensão musical realizada nas areias da praia de Tambaú, em João Pessoa.

A iniciativa foi fruto de um esforço coletivo liderado pelo governador João Azevêdo, que abraçou a proposta apresentada pelo fundador do festival, o jornalista e professor da UFPB Lúcio Vilar.

“Temos a ideia concebida desde 2019, mas, veio o período pandêmico e tudo foi paralisado. Após várias tentativas com outros agentes culturais da capital e do estado, foi o governador João Azevêdo quem demonstrou a necessária sensibilidade para acolher nossa proposição que se revelou uma aposta certeira”, disse Vilar.

Promover um ‘combo’ de cinema e música resume um pouco do formato experimentado, sem precedentes em festivais de cinema nordestinos até então. Pela originalidade da ideia, o projeto contou ainda com outras adesões de peso e fundamentais na construção da ação: foi do secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos ao secretário de Comunicação Institucional, Nonato Bandeira, além da  parceria da Funesc e do Grupo Energisa. Realizado nos dias 4 e 5 de dezembro, o Aruanda Praia registrou ampla participação do público e forte repercussão positiva.

 

Formato

O festival se deslocou durante duas noites do shopping para as areias de Tambaú, democratizando o acesso de um público massivo a conteúdos audiovisuais e musicais de reconhecida qualidade. Foram exibidos dois filmes, seguidos de shows musicais em uma grande e ousada estrutura de palco, luz e sonorização.

Entre as atrações, um Tributo aos 80 Anos de Raul Seixas (se vivo fosse), reuniu dez artistas paraibanos que se revezaram no palco interpretando grandes sucessos do ‘maluco beleza’, cuja noite de abertura do evento foi coroada com show performático de Vivi Seixas (filha de Raul Seixas), com o Show Rock das Aranhas Live. Antes, o diretor Walter Carvalho apresentou seu filme ‘O Início, o Fim e o meio’, sobre a trajetória de Raul Seixas.

Na segunda noite, na sexta-feira, 5, foi a vez de uma homenagem a um dos nomes mais populares da música brasileira: Sidney Magal. A diretora Joana Mariani veio a João Pessoa e apresentou seu filme documental ‘Me Chama Que Eu Vou’ e em seguida, o próprio Sidney Magal incendiou a plateia e as areias de Tambaú com o seu ‘Baile do Magal’, cantando seus maiores sucessos, acompanhado por um público fiel, de todas as idades e classes sociais.

ARUANDA PRAIA II: A INOVAÇÃO

O sucesso da estreia do evento na praia foi tanto que motivou o anúncio, feito pelo diretor do Fest Aruanda durante a solenidade de encerramento do festival. O Aruanda Praia II já está confirmado para 2026, com programação ampliada para três dias; acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de dezembro. O anúncio foi recebido com entusiasmados aplausos do público presente na sala Macro XE da rede Cinépolis, no Manaíra Shopping, espaço que abriga o festival há dez anos. Na ocasião, também foi divulgada a data da 21ª edição do Fest Aruanda, que será de 2 a 11 de dezembro de 2026, tendo como patrono o saudoso maestro, compositor, regente, crítico de cinema e roteirista Pedro Santos. Em 2026 se completa quarenta anos de sua morte.

Na noite de 10 de dezembro, o festival foi encerrado em grande estilo com uma homenagem ao poeta e músico Geraldo Vandré, celebrando seus 90 anos de vida, em um momento de forte emoção e reconhecimento à sua trajetória artística.

BNB fez anúncio de impacto regional no Fest Aruanda

Durante o encerramento do Fest Aruanda, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), através do superintendente na Paraíba, Rudrigo Araújo, acompanhado de Murilo 

Albuquerque, da Célula de Cultura do BNB, em Fortaleza, anunciou o lançamento do Prêmio Banco do Nordeste Cultural de Cinema, novo investimento estratégico no fortalecimento do audiovisual regional. A iniciativa contemplará curtas e longas-metragens de ficção exibidos em festivais realizados nos 11 estados da área de atuação da instituição, o chamado “Nordeste Expandido”, que inclui também parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

O projeto prevê a seleção de 88 filmes, que circularão por pelo menos 50 municípios, ampliando o alcance das produções locais e reforçando a cultura como vetor de desenvolvimento regional. Além do reconhecimento às obras que atendam a critérios de valorização da produção regional — como equipes majoritariamente locais e filmagens no estado sede — os filmes premiados integrarão um catálogo audiovisual do Banco do Nordeste, com direitos de exibição contratados por período determinado. A iniciativa também prevê bonificações para estimular novas produções e fortalecer equipes locais, consolidando parcerias com festivais de relevância e impacto cultural.

Com uma programação plural e de grande adesão popular, o 20º Fest Aruanda reafirmou sua importância como espaço de celebração da cultura brasileira, reunindo artistas, estudantes, pesquisadores e o público em torno da força transformadora do cinema e das artes. 

O Fest Aruanda reafirmou sua importância como espaço de celebração da cultura brasileira, reunindo artistas, estudantes, pesquisadores e o público em torno da força transformadora do cinema e da arte.

CONFIRA A PREMIAÇÃO

Mostra Sob o Céu Nordestino

O júri Sob o Céu Nordestino foi formado pelo jornalista Marco Túlio de Alencar, a atriz Hermila Guedes e a cineasta Susanna Lira.

Curtas: 

Melhor Roteiro: Ana Calline, por Boi no Mato

Melhor Trilha Sonora: Arthur Cabruêra, por Boi no Mato

Melhor Som: Giancarlo Galdino, por Colmeia

Melhor Edição: Oscar Araújo, por Colmeia

Melhor Direção de Arte: Carlos Mosca, por Cantilena 

Melhor Figurino: Carlos Mosca,por Cantilena 

Melhor Fotografia: Diego Pontes, por 

Cantilena Melhor Ator: Guilherme Hélio, por Cantilena 

Melhor Atriz: Dany Barbosa, por Valéria di Roma

Melhor Direção: Ana Calline, por Boi no Mato

Melhor curta paraibano segundo o júri popular: No compasso do coração, de Ary Régis Lima

Troféu Rodrigo Rocha/Cagepa de Melhor Curta Paraibano: Cantilena, de Dhiones do Congo

Troféu Aruanda de Longas-Metragens (Sob o Céu Nordestino)  

Melhor Roteiro: André Morais, por Malaika

Melhor Som: Nicolau Domingues, por Malaika

Melhor Edição: Frederico Benevides, por Batguano Returns – Roben na estrada

Melhor Trilha Sonora: Pedro Souza e Silva,por Batguano

Melhor Direção de Arte: Yuri Fechner e F. Nosferatu, por Batguano Returns

Melhor Figurino: Duda Carvalho, por Batguano 

Melhor Fotografia: João Carlos Beltrão, por Malaika 

Melhor Ator: Tavinho Teixeira, por Batguano Returns

Menção honrosa para Erik Breno, de Outono em Gothan City

Melhor Ator coadjuvante: Gilmar Albuquerque, por Outono em Gothan City

Melhor Atriz: Norma Góes, por Malaika

Menção honrosa para Vitória Bianco, deMalaika 

Melhor Atriz ou coadjuvante: Edna França,por Outono em Gothan City

Melhor Direção: Tavinho Teixeira e Frederico Benevides, por Batguano Returns

Melhor longa paraibano segundo o júri popular: Malaika, de André Morais

Troféu Aruanda/Cagepa Melhor Longa Sobo Céu

Nordestino: Batguano Returns

JÚRI NACIONAL

O júri nacional foi formado pelo ator Caco Ciocler e os jornalistas Fernando Morais e Simone Zuccolotto.

Curtas: 

Melhor Som: Janaína Lacerda, por A Nave Que Nunca Pousa

Melhor Roteiro: Jaime Guimarães, por A Nave Que Nunca Pousa

Melhor Trilha Sonora: Guile Martins, porVulkan

Direção de Arte: Rosana Urbes, por Safo

Melhor Figurino: Ana Avelar, por Samba

Infinito Melhor Edição: Lobo Mauro,por Samba Infinito

Melhor Fotografia: Sebastián Cantillo, por A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero

Melhor Ator: Luiz Carlos Vasconcelos por A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero

Melhor Atriz: Ingrid Trigueiro por A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero 

Melhor Direção: Rodolpho de Barros por A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero

Melhor curta nacional segundo o júri popular: A arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero

Melhor Filme: A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero

Longas: 

Melhor Som: Ricardo Reis, por Cyclone

Melhor Trilha Sonora: Nina Maia, Chica Barreto e Kassin, por Cyclone

Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Cyclone

Melhor Figurino: Gabriela Marra, por Cyclone

Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por AtoNoturno

Melhor Roteiro: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, por Ato Noturno

Melhor Edição: André Finotti, por Honestino

Melhor Atriz Coadjuvante: Fabíola Morais por Corpo da Paz

Melhor Ator Coadjuvante: Alex Oliveira por Corpo da Paz 

Melhor Ator: Gabriel Faryas por Ato Noturno 

Melhor Atriz: Luiza Mariani por Cyclone

Melhor Direção: Torquato Joel por Corpo daPaz

Melhor longa nacional segundo o júri popular: Honestino, de Aurélio Michiles

Melhor Filme: Cyclone, de Flávia Castro

– Curta: A arte de morrer ou Marta Díptero Barquero, de Rodolpho de Barros 

– Longa: Honestino, de Aurélio Michiles

Prêmio Vladimir Carvalho

O Prêmio Vladimir Carvalho foi criado em 2024 com a intenção de  homenagear  o  documentarista  paraibano,  morto  naquele ano. A ideia foi prontamente abraçada pela Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), que montou um júri com seus principais jornalistas da área de cultura. O troféu Aruanda/EPC Vladimir Carvalho é concedido ao melhor documentário do festival, como uma forma de continuar homenageando o legado deste grande documentarista. O júri foi formado pelos jornalistas da EPC – Empresa Paraibana de Comunicação André Cananéa, Audaci Júnior e Renato Félix.

VENCEDOR: Honestino, de Aurélio Michiles

Premiação internacional – Mostra Quatro Cantos do Mundo

O Júri da premiação internacional foi composto pelo realizador e artista visual João Lobo, o professor Sérgio Rodrigo e a produtora Bruna Alves Lobo.

Troféu Aruanda Melhor Roteiro Internacional

Lena Strohmaier, por THE FOOL – Academia de Cinema Franco Alemã

Troféu Aruanda Melhor Fotografia Internacional

André Encarnação, por CAIO – Universidade Lusófona, Portugal

Troféu Aruanda Melhor Ator Internacional

João Nunes Monteiro, por CAIO

Troféu Aruanda Melhor Atriz Internacional

SOURIA ADÈLE,por Kavalyé o Dam

Troféu Aruanda Especial

Melhor Animação Internacional MÃE DA MANHÃ, de Clara Trevisan –Universidade Lusófona (Portugal) e ECHO, de Duan Zefu (Universidade de Comunicação da China)

Menção honrosa animação

Red Cicada (Cigarra Vermelha), de de WangYini e Li Yang – Universidade de Comunicação da China

Troféu Aruanda Melhor Direção Internacional

DUY DO, por Ga Lavabo – Universidade de SanDiego

Menção honrosa Direção

MARGARIDA KALINICHENKO E VASCO SOUTO, por Um Adeus a Baco – Universidade Lusófona, Portugal

Troféu Aruanda Melhor Curta-Metragem Mostra Internacional 

KAVALYÉ O DAM, de Sacha Teboul – Academia De Cinema Franco Alemã

Menção honrosa curta metragem 

PETER–Universidade de SanDiego 

Categorias de TV Universitária e independentes

O júri foi formado pela professora Clara Câmara e os realizadores Sérgio Silveira e Ana Dinniz

DOCUMENTÁRIO DE  TV

VENCEDOR: Raízes do Mangue, de Charlotte- TV Unifor

Menção honrosa: Horizonte Magüta: a educação Tikuna, de Rodrigo Gomes e Raíssa Ferreira (2023, Brasília – DF, Documentário, 19 min, Universidade de Brasília)

Justificativa: Por sua estrutura consistente, excelente seleção de depoimentos e organização narrativa. O filme evidencia, com clareza técnica, a resistência frente à invasão cultural branca, consolidando sua relevância temática.

REPORTAGEM 

VENCEDOR: Render-CE valoriza arte de artesãs de Aracati em parceria com alunos, de Ana Beatriz Casseb – TV Unifor

Menção honrosa: Acompanhe o XXVFestival Marco Vivo de Yburana, de MaxEluard – TV Unifor

Justificativa: Por honrar o tema de forma clara e respeitosa, evidenciando a conquista da demarcação física do território e a interação com o público externo.

PROGRAMAS DE  TV

VENCEDOR: Movimento 085, de Ana Beatriz Casseb e Enzo Bezerra – TV Unifor 

Menção honrosa: ABCD UNIDUNITÊ, de Valeska Picado – TV UFPB

Justificativa: Por sua proposta relevante e produção excepcional.

INTERPROGRAMA

VENCEDOR: Lápis cor de quem?, de Vinicius Pires – TV Unifor

Menção honrosa: 4 – Cena Potiguar Memorias – Dona Militana, de Rosália Figueirêdo – TV UFRN

Justificativa: Por seu relato forte, sensível ede grande relevância cultural.

Categoria  Trabalho  de Conclusão  de  Curso 

(TCC) VENCEDOR: Hipocondríaco,de Paulo Roberto

VIDEOCLIPE  

VENCEDOR: O Pássaro de Fogo, de Yuri da Costa

Menção honrosa: Tambaba Corpo E Miragem, de Pedro Anisio

Justificativa: Por sua excepcional montagem;além dos destaques para fotografia, edição e narrativa sonora. 

CALEIDOSCÓPIO Universitário 

VENCEDOR: Tire a Mão, de Carol Cavalcanti e Jhofelix

20 Anos de História:

O Fest Aruanda é um dos principais eventos de audiovisual do Brasil e ao longo de seus 20 anos de história, já exibiu uma grande variedade de filmes e atraiu um público diversificado. O mais antigo festival paraibano será realizado mais uma vez na rede Cinépolis (Manaíra Shopping), com o Patrocínio Grupo Energisa e Instituto Energisa como Apoio/Apoio Cultural, Copatrocínio da Cagepa e PBGás e Armazém Paraíba via Lei de Incentivo Fiscal do Governo Federal (Ministério Da Cultura/SAV). A chancela é da Reitoria e do CCHLA-UFPB através da Bolandeira Arte & Films, produtora do evento.

 

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Ana Júlia Silva

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