Caixa lança protocolo para atuar em desastres climáticos e ambientais

Documento simplificará e ampliará atuação do banco em situações extremas em todo o país

 

Ainda repercute o lançamento pela CAIXA durante a COP 30 em Belém (PA), do protocolo inovador para acelerar ações de enfrentamento às consequências dos eventos climáticos extremos. O objetivo central desse protocolo é mitigar os efeitos dos desastres e fortalecer a capacidade de resposta da CAIXA, promovendo a proteção da vida, a segurança das pessoas e a resiliência das comunidades diante dos impactos das mudanças climáticas e dos desastres ambientais.

A iniciativa também contribui para a construção de uma rede nacional de prevenção e enfrentamento a desastres, alinhada às melhores práticas de governança e inovação pública, reforçando o compromisso da CAIXA com a sustentabilidade e com a proteção das populações mais vulneráveis.

Elaborado com base nas melhores práticas, o protocolo estabelece diretrizes, fases de atuação e frentes operacionais para garantir que a instituição esteja preparada para agir de forma rápida, coordenada, eficiente e de maneira permanente. Sua estrutura contempla desde ações preventivas e de monitoramento até a resposta emergencial e a continuidade das operações, assegurando o suporte necessário às populações afetadas e a manutenção dos serviços essenciais.

Para o presidente da CAIXA, Carlos Vieira, o protocolo surge como uma ação concreta no enfrentamento à crise climática. “Esse protocolo tem o objetivo de fortalecer a governança da CAIXA e gerar mobilização de recursos, agilidade, integração tecnológica, troca de informações e cooperação para que possamos enfrentar a imprevisibilidade das ocorrências geradas pelas mudanças climáticas no país”, disse Vieira.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, parabenizou a CAIXA pela inciativa que para ele traduz o envolvimento dos órgãos com o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil. “A política pública está na alçada do Governo Federal, mas a prevenção, mitigação, preparação, resposta e reconstrução estão nos mais distintos locais, nos três níveis de poder, além do voluntarismo privado e social. Iniciativas como esta da CAIXA vão se multiplicar em muitos outros órgãos do Governo Federal”, afirmou o ministro.

Nahuel Arenas, Diretor Regional Américas e Caribe do Escritório das Nações Unidas para Redução de Desastres (UNDRR), afirmou que o protocolo é importante e que é preciso aprender com os últimos desastres naturais que ocorreram no país. “Aqui temos uma oportunidade muito grande no Brasil, de aprender com o Rio Grande do Sul, com o Paraná. As instituições brasileiras não mediram esforços para evitar o pior”, afirmou Arenas.

O protocolo reforça as diretrizes do Governo Federal e aproxima a CAIXA de órgãos estratégicos, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Defesa Civil Nacional. Isso permite fazer uma gestão integrada de informações, incluindo dados sobre vulnerabilidade e capacidade municipal, identificação de pessoas, precificação de imóveis, emissão de alertas, mapeamento de áreas de risco e apoio logístico às operações emergenciais.

Visão sistêmica e global

Com um detalhamento minucioso e descrito de forma didática e prática, o protocolo oferecerá respostas rápidas para situações em que a vida humana esteja em risco e muitas empresas corram o risco de desaparecer. O diferencial da CAIXA está na capilaridade e capacidade de atendimento, pois o banco possui canais redundantes (virtuais e físicos), fluxos simplificados e comunicação em diferentes canais.

Quando algum órgão alertar o banco sobre uma situação de risco, as informações serão replicadas para todas as unidades próprias e parceiras, como lotéricos e postos de autoatendimento. A partir desse momento, serão disponibilizados os canais de comunicação (site, WhatsApp, CAIXA Tem, app FGTS, app da Habitação, por exemplo). Nas situações em que houver necessidade, o atendimento para demandas será estruturado de acordo com o público local – para acesso e informações sobre benefícios sociais, FGTS, habitação, crédito rural, microcrédito, capital de giro.

Várias situações em que a presença do cliente é necessária na agência serão substituídas a partir de canais digitais. Quando a infraestrutura local estiver danificada poderão ser organizados mutirões móveis com caminhões ou estações itinerantes em abrigos e ginásios. Também haverá possibilidade de utilizar identificações alternativas para clientes sem documentos. Serão adotadas todas as ações para proteção de vidas, coleta de informações, ativação de canais de comunicação, deslocamento de empregados, pagamento de auxílios e benefícios e manutenção de serviços fundamentais.

O protocolo inclui desde a liberação de recursos especiais, como auxílios governamentais e acesso ao FGTS, bem como a suspensão temporária da cobrança de cestas de serviço, empréstimos e financiamentos.
A CAIXA possui um pacote de apoio aos clientes residentes nas regiões em situação de emergência ou estado de calamidade pública que visa complementar as ações de saque do FGTS.

As empresas atingidas pelos eventos extremos também terão tratamento diferenciado, com suspensão da cobrança sobre cestas de serviços e pausas em empréstimos e financiamentos tomados, semelhante ao previstos para as pessoas físicas.

Documento orienta desde a prevenção até a fase de reconstrução das áreas atingidas. Divulgação CAIXA

Aprendizado permanente

A reconstrução das comunidades afetadas, promovendo a retomada da normalidade com foco na resiliência e na inclusão social também é objeto de atenção do documento. As ações serão estruturadas para garantir que os impactos do desastre sejam superados de forma sustentável, com apoio financeiro, técnico e institucional.

Para assegurar a transparência de todos os procedimentos, ao final das ações, o protocolo prevê uma detalhada prestação de contas. Tanto a sociedade como os órgãos públicos receberão relatórios de impacto e ações realizadas. Está prevista a realização de campanhas de orientação à população sobre retomada de serviços, renegociação de dívidas e acesso a benefícios, além de informes sobre a reconstrução das áreas atingidas.

As experiências pessoais e coletivas também ajudarão a aperfeiçoar a iniciativa para as ações futuras, servindo como documentação e aprimoramento permanente do documento e das ações do banco.

A CAIXA também prevê a construção de indicadores que possam avaliar todas as ações realizadas, apontando eventuais falhas e ajudando a ganhar tempo e eficiência em todas as etapas. No decorrer do tempo, o banco acredita que conseguirá aperfeiçoar o documento e compartilhar a própria experiência com outras instituições que possam se somar aos esforços de enfrentamento aos desastres ambientais.

Rio Bonito do Iguaçu (PR)

A CAIXA já iniciou algumas das ações de apoio contidas no protocolo para os moradores afetados pelo tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu. As iniciativas do banco envolvem, inicialmente, a arrecadação de doações, liberação do Saque Calamidade do FGTS e deslocamento de unidades móveis de atendimento para o local.

Para maior conforto financeiro das famílias neste momento, o banco também vai facilitar o pagamento de parcelas de contratos habitacionais e comerciais, com a possibilidade de pausa das prestações. O benefício pode ser concedido para municípios que decretaram estado de calamidade pública.

A CAIXA acompanha a situação no município com equipes de áreas diversas do banco, com o objetivo de mapear possíveis novas ações. A partir da divulgação do decreto de calamidade, outras ações previstas no protocolo poderão ser iniciadas, em benefício da população de Rio Bonito do Iguaçu.

 

*Matéria publicada na edição 226 da Revista NORDESTE. Clique aqui e leia direto do APP
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Redacao RNE

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