O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda nesta terça-feira (2/12) na Zona da Mata Sul de Pernambuco para entregar a Barragem Panelas II, em Cupira, e anunciar a retomada das obras da Barragem Igarapeba, em São Benedito do Sul.
As iniciativas integram o programa Caminho das Águas, desenvolvido pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional em parceria com o governo de Pernambuco, e reforçam o sistema de controle de cheias e de segurança hídrica da região.
A agenda marca um passo importante na reestruturação do conjunto de barragens projetado após as grandes enchentes de 2010 e 2017, que impactaram severamente cidades da Mata Sul. O complexo tem função estratégica: reduzir picos de vazão dos rios Una e Sirinhaém, proteger áreas vulneráveis e garantir regularidade no abastecimento para consumo humano e atividades produtivas.
Panelas II: obra concluída e impacto imediato
Localizada no município de Cupira, a Barragem Panelas II tem capacidade total de 16,89 milhões de m³, com volume útil de 7,1 milhões de m³ dedicado ao controle de cheias. A estrutura vai beneficiar diretamente 169,4 mil moradores de Belém de Maria, Catende, Palmares, Água Preta e Barreiros — cidades duramente atingidas nos episódios de enchentes da última década. O investimento previsto é de R$ 66 milhões.
Igarapeba: obra retomada após dez anos
Na mesma cerimônia, o governo federal autoriza a retomada da Barragem Igarapeba, paralisada desde 2015. Incluída no Novo PAC, a obra deve ser concluída até fevereiro de 2030. Com volume útil de 33,3 milhões de m³, a barragem ampliará a proteção contra inundações em Maraial, Jaqueira, Catende, Palmares, Água Preta e Barreiros, além de reforçar o abastecimento de água em São Benedito do Sul e no distrito de Igarapeba. O investimento total é de R$ 71 milhões, beneficiando cerca de 186 mil pessoas.
Integração e prevenção
Com as duas estruturas, o governo busca consolidar um corredor hídrico mais seguro, capaz de reduzir danos provocados por eventos extremos e ampliar a capacidade de planejamento regional. Para além do caráter emergencial, as barragens também sustentam o uso produtivo da água e fortalecem a resiliência das cidades da Mata Sul num cenário de mudanças climáticas.

