O Rio Grande do Norte lidera afastamentos de trabalhadores por questões de saúde mental no Nordeste, registrando a taxa de 247 afastamentos por saúde mental a cada 100 mil habitantes. Na sequência, vêm a Paraíba, com 192 casos, e Sergipe, que é o terceiro do Nordeste, com 166 liberações do trabalho em razão de adoecimento mental.
Os dados são do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os casos mais comuns de afastamento estão ligados a reações graves ao stress, transtornos de ansiedade e episódios depressivos.
O cenário nordestino reflete uma tendência nacional de agravamento da saúde mental no ambiente de trabalho.
Em todo o país, mais de 471 mil trabalhadores foram afastados de suas atividades pelo INSS no ano passado. Os dados oficiais, disponibilizados pelo Observatório da Segurança e Saúde do Trabalho (iniciativa coordenada pela OIT e MPT), mostram um aumento de 62% nos benefícios ligados à saúde mental concedidos pelo INSS entre 2020 e 2024.
O total de afastamentos em 2024, inclusive, superou o número registrado no ano de início da pandemia da Covid-19 (2020), quando aconteceram 289.697 afastamentos.

