O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (14) o PIB de 2023, e os dados mostram que o Nordeste manteve um desempenho próximo ao ritmo nacional. A região cresceu 2,9%, ligeiramente abaixo da média brasileira, de 3,2%.
Entre os destaques nordestinos, três estados superaram o resultado nacional: Rio Grande do Norte (4,2%), Maranhão (3,6%) e Alagoas (3,5%). Os demais estados apresentaram avanços mais moderados, mas ainda positivos: Sergipe (3,1%), Piauí (3,1%), Ceará (3%), Paraíba (3%), Pernambuco (2,4%) e Bahia (2,3%).
O balanço mostra que, embora haja diferenças internas, o Nordeste segue em trajetória de crescimento, com parte dos estados acima da média nacional e outros ainda em recuperação do ritmo econômico.
Participação no PIB nacional
O Nordeste manteve o percentual de participação de 13,8%, igual ao ano de 2022. A Bahia (3,9%), que teve uma redução de 0,1 ponto parcial (p.p.), novamente é o estado com maior contribuição, seguida por Pernambuco (2,5%) que ganhou 0,1 p.p. e Ceará (2,1%). O estado com menor contribuição foi Sergipe com 0,6%.
A região é a terceira no ranking de colaboração, atrás apenas do Sudeste (53%) – que perdeu participação de 0,3 p.p. – e Sul (16,8%).
Menor PIB Per Capita do país
O PIB per capita do território nordestino é de R$ 27.681,97, o menor do país inteiro. Enquanto isso, o Centro-Oeste lidera o ranking nacional, seguido por Sudeste, Sul e Norte.
O Rio Grande do Norte possui o maior PIB per capita entre os nove estados, com R$ 30.804,91, maior que o valor médio regional, mas ocupa apenas o 19º lugar no ranking nacional.
A lista segue com a Bahia (20º), Pernambuco (21º), Alagoas (22º), Sergipe (23º), Ceará (24º), Piauí (25º), Paraíba (26º) e por fim o Maranhão, que teve o menor valor do país, ocupando a 27ª posição, com PIB per capita de R$ 22.020,63.
Variação em volume acumulada e variação em volume média ao ano
Em relação à variação em volume acumulada entre os anos de 2002 e 2023, o Nordeste ocupa o terceiro lugar entre as regiões, depois de Centro-Oeste e Norte. O mesmo se repete na variação em volume média anual.
O Maranhão teve a maior variação acumulada enquanto a Bahia teve a menor. Já o Piauí teve a maior variação média ao ano.

