Maranhão assegura ramal de cabo submarino com BID e AFD e entra na rota internacional de dados

O Maranhão garantiu, nesta quinta-feira (13), na COP30, um acordo de cofinanciamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para instalar um ramal local do cabo submarino que liga a Europa ao Ceará e segue até a Guiana — um passo que o coloca na rota internacional de dados e cria condições para atrair data centers e serviços digitais de maior capacidade.

O acerto, formalizado na Zona Azul do evento, reduz incertezas técnicas e financeiras sobre a chegada da infraestrutura. Segundo o presidente da Investe Maranhão, Cauê Aragão, “esse cabo submarino representa mais conectividade para o estado” e permitirá “implantar mais recursos na área de tecnologia da informação”, com impacto direto na educação, saúde e gestão pública.

Para o Ministério das Comunicações, a parceria é fruto de articulação entre instâncias estaduais e federais. O secretário de Telecomunicações, Hermano Barros Tercius, afirmou que “esse cabo será um grande indutor do desenvolvimento tecnológico no Maranhão”, citando ainda o potencial para atrair data centers e aumentar a capacidade de transmissão de dados.

Representantes internacionais ressaltaram o alcance geoestratégico do projeto. A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que “é um cabo que permite transferir grandes quantidades de dados com qualidade” — condição, na visão dela, para inserir a região “na fronteira da tecnologia e da economia”. Ilan Goldfajn, presidente do BID, avaliou que a iniciativa “vai ligar duas regiões e fará com que muitos se sintam mais conectados”, além de favorecer infraestrutura resiliente.

Bioeconomia e transição verde 

Na Zona Verde, o governo apresentou o portfólio “Maranhão Verde e Sustentável”, buscando fundos para cadeias produtivas da bioeconomia — de biocosméticos a crédito de carbono — e alinhando projetos de transição energética (como o gás de Santo Antônio dos Lopes) projetos da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira e o processo de descarbonização do Porto do Itaqui.

Durante o debate, foi lembrado o acordo global de US$ 100 milhões destinado ao restauro ambiental baseado em programas premiados do governo maranhense, como Terras Para Elas, Maranhão Sem Queimadas e Floresta Viva.

*Com informações da SECOM MA
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Luciana Leão

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