O Governo de Sergipe assinou durante a COP30, em Belém (PA), um protocolo de intenções com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que destina R$ 50 milhões para ações de restauração ecológica. O acordo é um passo fundamental para a preservação da caatinga e para recuperação da bacia do Rio São Francisco.
O investimento será aplicado por meio do Programa Floresta Viva, do BNDES, no Projeto Florestar – SE: Velho Chico, coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac).
O governador Fábio Mitidieri, reforça que o protocolo posiciona Sergipe como referência em sustentabilidade e economia verde.
“Temos um compromisso com a preservação da caatinga, a recuperação do Rio São Francisco e o desenvolvimento sustentável das comunidades ribeirinhas. Essa parceria com o BNDES reforça que Sergipe está no caminho certo”, destacou.
Ações
As ações que envolvem comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas serão concentradas nas regiões do alto e baixo São Francisco sergipano. O projeto será desenvolvido em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Deborah Dias, ressalta que a adesão ao programa consolida o estado como protagonista na agenda climática.
“Com a assinatura do acordo, Sergipe dá um passo concreto no enfrentamento da desertificação e na proteção do São Francisco, reafirmando que é possível conciliar desenvolvimento, sustentabilidade e justiça climática”, destaca.
Para o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, o protocolo representa um avanço na transição sustentável de Sergipe. “A caatinga tem uma importância singular e poder fazer o reflorestamento aliado ao desenvolvimento econômico das regiões é estratégico”.
Milton Andrade, ainda salienta que serão realizados o reflorestamento, o fortalecimento da agricultura familiar, o fomento à bioeconomia e a estruturação do mercado de carbono na região. “Este é um marco para o Plano Sergipano de Economia Verde”, finaliza.

