PF investiga fraudes em contratos do FNE em Pernambuco; operação teve origem em denúncia do Banco do Nordeste

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (5) a Operação Papel Timbrado, com o objetivo de apurar um esquema de fraude contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem de dinheiro envolvendo recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), administrado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em Pernambuco.

Cerca de 30 policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Olinda e Abreu e Lima. Foram apreendidos veículos, documentos e mídias digitais relacionados à investigação.

De acordo com a PF, as apurações indicam que empresas formalmente distintas obtiveram financiamentos do FNE de forma fraudulenta, simulando a compra de máquinas flexográficas. Os contratos ultrapassam valores milionários e envolvem pessoas físicas e jurídicas que teriam atuado de maneira articulada para desviar e ocultar recursos.

Entre as irregularidades apontadas estão a criação de empresas de fachada, adulteração de equipamentos, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Os investigados poderão responder por fraude contra o sistema financeiro nacional, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Origem da denúncia

Em nota, o Banco do Nordeste informou que a operação teve origem em comunicação formal feita pela própria instituição em 2022, relativa a duas operações contratadas em 2019.

O BNB destacou que mantém compromisso com a integridade, ética e conformidade regulatória, e que colabora de forma proativa e transparente com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

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Ana Júlia Silva

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