Estudo nacional define investimentos bilionários em transporte nas capitais do Nordeste

Por Ana Júlia Silva*

 

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, definiu os principais projetos que irão orientar o futuro do transporte público nas regiões metropolitanas brasileiras. No Nordeste, oito capitais foram contempladas com investimentos que somam mais de R$ 70 bilhões, voltados à expansão e modernização de sistemas de metrô, VLT e BRT.

A capital cearense, Fortaleza, é a que deverá receber o maior volume de recursos. O ENMU prevê 11 projetos, entre eles três ampliações do metrô (49 km), um VLT (9 km) e sete BRTs (80 km) — totalizando R$ 21,6 bilhões em investimentos.

Em seguida, aparecem Recife (PE) e Salvador (BA), com 10 projetos cada. O plano para Recife inclui três requalificações no metrô (38 km), três melhorias em linhas de VLT e quatro projetos de BRT, somando R$ 14,8 bilhões. Já Salvador contará com duas extensões do metrô, quatro ampliações do BRT e quatro intervenções em VLT, que totalizam R$ 13,1 bilhões.

No Maranhão, São Luís terá nove projetos voltados à implantação de VLT, corredores de ônibus e BRT, com R$ 5,4 bilhões em recursos. A capital potiguar, Natal, receberá R$ 6,1 bilhões distribuídos em seis projetos de BRT e VLT.

Teresina (PI) contará com quatro iniciativas, que totalizam R$ 3,6 bilhões, voltadas à requalificação do metrô e à implantação de um sistema de BRT e dois de VLT.

Fechando o grupo de capitais nordestinas contempladas, João Pessoa (PB) e Maceió (AL) terão três intervenções cada, com investimentos estimados em R$ 3,4 bilhões e R$ 2,07 bilhões, respectivamente.

Panorama Nacional

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) definiu 187 projetos para ampliar as redes de transporte público de média e alta capacidade nas 21 maiores regiões metropolitanas do país.

Os investimentos somam R$ 430 bilhões, distribuídos entre metrôs (R$ 230 bi), trens (R$ 31 bi), VLTs (R$ 105 bi), BRTs (R$ 80 bi) e corredores de ônibus (R$ 3,4 bi). A execução dos projetos dependerá dos modelos de financiamento e parcerias com o setor privado, por meio de concessões e PPPs.

A implementação de todos os projetos do ENMU deve reduzir 8 mil mortes em acidentes de trânsito até 2054 nas 21 regiões metropolitanas, além de evitar a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO₂ por ano — equivalente à absorção de carbono de 6.200 km² de floresta amazônica, ou cinco vezes a área do município do Rio de Janeiro.

Entre os demais benefícios estão a redução de cerca de 10% no custo da mobilidade urbana, maior acesso rápido a empregos, escolas, hospitais e áreas de lazer e diminuição do tempo médio de deslocamento, com impacto econômico estimado em mais de R$ 200 bilhões.

*Com informações da Secom PR
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